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      Edição 241 - Abril de 2008
 

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Internet acessível e acessável
Por Stephania Fincatti*

Mais de 18% dos internautas brasileiros, segundo o Comitê Gestor da Internet, pertencem às classes C, D e E. Embora ainda não constitua uma maioria, esse crescente número de pessoas conectadas caracteriza o novo público da rede. São cerca de 40 milhões de internautas no Brasil, segundo a Cetelem, sendo que 6 milhões são da classe C e entraram na internet nos últimos três anos. Estimuladas pela conjuntura macroeconômica favorável, com a valorização do real, crescimento de financiamentos, além de programas governamentais de inclusão, a população se muniu de tecnologia e desbravou as fronteiras do mundo digital. Nesse espaço infinito, o mundo real se fundiu ao online, criando realidades paralelas e um novo mercado.

Para essa faixa que ainda tem o dinheiro como fator decisório de compra, a internet representa uma quebra de paradigma. Com a propagação das linhas telefônicas e computadores em mãos, não é necessário ter um alto poder aquisitivo para acessar a rede. A concorrência está mais acirrada e os benefícios para conquistar os clientes que só podem navegar via dial-up crescem a cada dia. Há provedor que oferece conexão imediata e garantia de linhas desocupadas e outros que remuneram em dinheiro ou em prêmio a navegação de seus clientes.

Nesse contexto, no qual otimistas vislumbrariam as telas brancas ao lado dos televisores, tamanha a sua inserção no dia-a-dia da comunidade, cabe reavaliar os papéis da internet – que já pode começar a clamar por acúmulo de funções. Em primeira instância, há de se considerar seu papel social. Afinal, mesmo com o crescimento, há uma forte deficiência na escolaridade.

É certo que esses seres inanimados, turbinados por softwares de todas as gerações possíveis, não fazem nada por ninguém. Mas despertam a vontade de fazê-lo. Têm potencial para ser meio de acesso à informação, à integração e até mesmo a serviços. No virtual, coabitam todas as classes. Qualquer um pode olhar artigos de luxo de chinelos. Se não irá adquirir os produtos, tudo bem, mas terá a oportunidade de conhecê-los.

Nessa feira livre da pós-modernidade, surge um mercado aberto a todos os tipos de bolsos, culturas e gostos. Sem essas barreiras e pré-conceitos, todos podem se transformar em clientes. Em consumidores 2.0, Eles analisam os produtos e serviços, trocam informações com outros usuários, pesquisam a concorrência e deixam sua impressão estampada para todo o mundo. Nos EUA, 70% dos internautas já usaram a gama de mídias sociais para obter informações de produtos antes de fechar a compra.

De portas abertas a quem desejar entrar, a internet expõe suas infinitas possibilidades de atuação, sejam elas positivas ou não. Você está preparado para enfrentar esse mercado sem fronteiras?

 

* Gerente de marketing da Orolix.

 
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