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      Edição 244 - Julho de 2008
 

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Cultura das transgressões
Por André Franco Montoro Filho*

O sucesso das atividades produtivas e o crescimento econômico do País dependem de instituições, normas, usos e costumes que forneçam estímulos adequados para a produção de bens e serviços, ou seja, que exista um bom ambiente de negócios. Componente essencial deste bom ambiente é o respeito à legislação. O que infelizmente temos visto é o contrário: o Brasil possui um histórico de séculos de uma generalizada cultura de transgressões.

Com a redemocratização conquistada nos anos 80, como natural, acompanhada do pleno exercício da liberdade, a opinião pública passa a perceber de uma forma clara e condenar comportamentos transgressores, especialmente de autoridades públicas. Esta constatada falta de ética que deriva da cultura das transgressões ameaça a democracia brasileira e prejudica nosso desenvolvimento social e econômico. É indispensável encontrar caminhos para superar essa cultura.

Em agosto de 2007, nós do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial, em parceria com o Instituto Fernando Henrique Cardoso, promovemos o seminário Cultura das Transgressões – Lições da História. O objetivo do encontro era responder se superar essa cultura é condição para o desenvolvimento. Bolívar Lamounier, Joaquim Falcão, José Murilo de Carvalho e Roberto DaMatta, quatro brilhantes pensadores de nosso tempo, refletiram sobre o assunto e disseram que embora os desvios de conduta tenham atravessado séculos é possível virar esse jogo, sim. Devemos todos lutar contra estes males.

Convido você, leitor, a refletir conosco sobre o assunto. O livro “Cultura das Transgressões – Lições da História”, fruto deste encontro de debates, estará disponível para download gratuito no site do ETCO a partir de 1º de março (www.etco.org.br). Boa leitura!

 

* André Franco Montoro Filho é presidente executivo do ETCO – Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial desde janeiro de 2007. Montoro Filho também foi presidente do BNDES.

 
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