Voltar para página inicial
      Edição 244 - Julho de 2008
 

    Matéria de Capa
    Especial
    Entrevista
    Negócios
Capa da edição


 
Quer receber notícias exclusivas da revista Amanhã?

(digite seu email)

 
 
   

Doze anos depois e tudo igual
Por PauloAfonso Pereira*

Em 1995 tive a oportunidade de ir a Hong Kong, que ainda pertencia a Inglaterra, e a Guangzhou, na China. Estávamos entre três brasileiros: o Hugo Springer, do Senai; o Elmar Bones,então editor da Revista AMANHÃ, e eu. Na China conhecemos três fábricas de sapatos e ficamos todos impressionados com a precariedade das instalações, com os equipamentos industriais utilizados e com a falta de segurança no trabalho. Não havia luvas ou calçados de proteção ou mesmo máscaras para evitar a inalação de produtos químicos como a cola de sapateiro. As pessoas também não estavam uniformizadas. Os 4.500 empregados moravam nas dependências da própria fábrica e tinham somente dois dias de folga no mês. Enfim, neste cenário trabalhavam arduamente para receber o equivalente a cerca de US$ 30,00 mensais.

Quando li 12 anos depois na internet uma matéria sobre as condições de trabalho atuais na China percebi o porquê do milagre Chinês. Notei que nada mudou. Apenas a economia do país cresceu, pois os riscos dos trabalhadores permanecem os mesmos. Desta maneira, é fácil entender o porquê da venda de produtos feitos com substâncias tóxicas. Naquele país não existe a responsabilidade social com os de casa. Que dirá com as pessoas do restante do mundo. Uma pena! Por isso, quando comprarmos produtos “made in China” é bom lembrarmos em quais condições eles são fabricados por lá.

 

* Ex-presidente do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e proprietário da consultoria Paulo Afonso Pereira Propriedade Intelectual, empresa especializada em marcas e patentes

 
Todas as notas
 

 

 
Copyright © Revista Amanhã - Conectt Marketing Interativo