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      Edição 243 - Junho de 2008
 

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A vez dos rosés?
Por Christian Bernardi*

Há dois ou três anos aposta-se no estouro dos vinhos rosés no Brasil. A cada ano as vinícolas investem mais nessa variedade. Lançamento de novas marcas, surgimento de novos produtores, diversificação dos estilos. Enfim, um entusiasmo generalizado. É bem verdade que houve um crescimento muito significativo de volumes em relação aos anos anteriores, mas qual é o real impacto dos vinhos rosés no mercado brasileiro? Estariam os consumidores tão empolgados quanto os produtores? Os volumes de vinhos rosados atingirão, pelo menos, o patamar dos vinhos brancos? Não conhecemos essas respostas, mas o importante é que o vinho rosé reapareceu, trouxe para dentro das vinícolas alguns conceitos de vinificação que estavam um pouco esquecidos e o resultado de tudo isso tem sido muito gratificante.

Atuando na área produtiva de vinhos, observamos e aprendemos muito com os rosés, seja pela constante necessidade de aprimorar os processos de elaboração, seja pelas gratas surpresas no resultado final. Os vinhos rosados tiveram certo momento de esquecimento no mundo vinícola e, nesta retomada, precisam adaptar-se a um novo conceito. Devem saciar um consumidor que anseia por novidades, sabores diferentes, aromas exóticos, cores deslumbrantes.

Quanto à elaboração, cada vinícola ou enólogo trabalha com filosofias distintas. Independente da forma de elaborar vinhos rosés, o importante é ter nele um estilo. O visual dos rosés vai desde cores pouco intensas, como o salmão claro, até matizes de cereja ou violáceo mais intenso. Não se pode dizer que têm aromas de vinhos brancos, mas sim aromas do frescor de um vinho branco, com uma intensidade de frutado maior. No paladar, geralmente encontram-se muito equilibrados, proporcionando frescor na medida certa.

Enfim, aguardamos o julgamento dos apreciadores, que darão a palavra final.

 

* Enólogo da Vinícola Aurora e vice-presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE).

 
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