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Feliz
2008
Por Alexandrino de Alencar *
Muito embora possamos vislumbrar para a segunda metade do ano algumas
turbulências na nossa economia, face a uma possível contaminação
pela conjuntura internacional e no campo político pelas esgrimas
eleitoreiras com visões de curto prazo, não podemos deixar
de reconhecer que terminamos 2007 com ganhos estruturais que permitem
afirmar que mudamos de patamar empresarialmente.
Podemos destacar a descoberta do campo petrolífero de Tupi
que parece ser a ponta de um iceberg, em volume, graças a num
novo rompimento tecnológico, fato este que já vimos antes
com os desenvolvimentos que ocorreram em passado recente com as águas
profundas. Outro evento extremamente importante foram os leilões
das rodovias, das telefonias celulares de terceira geração
e das hidrelétricas - todas com ágios expressivos, pois
os agentes acreditam no crescimento do mercado interno. Outro destaque
relevante foi a busca de recursos financeiros por parte das empresas
através do mercado de capitais. O fato indica algumas mudanças
no posicionamento empresarial importantes no que diz respeito a uma
governança transparente. Assim as companhias se tornam mais equilibradas
e competitivas, além de representar uma maior formalização
setorial com benefícios enormes para a geração
de empregos qualificados.
Ainda temos um longo caminho a percorrer para atingirmos um patamar
sustentável, digno e justo para a nossa sociedade. Porém,
somamos ganhos palpáveis ao longo dos anos e dois indicadores
assim o comprovam. O primeiro é o fluxo de investimentos internacionais
em atividades produtivas. Outro é a busca de nossos jovens por
cursos universitários ligados ao setor produtivo.
* Alexandrino de Alencar é diretor da
área de Desenvolvimento de Oportunidade e Representação
da Odebrecht.
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