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A
verdadeira Copa do Mundo
Por Flávio José Kanter*
Nos últimos anos, virou febre entre as corporações
realizar check-up em seus principais executivos, uma sucessão
de exames hi-tech realizada rapidamente para reduzir os riscos
de que esses profissionais adoeçam e comprometam o desempenho
da companhia. Claro, a doença do líder de uma equipe abala
os resultados de qualquer corporação. Mas será
que as avaliações, da forma como são realizadas
hoje, são válidas para obter esses resultados de prevenção?
Na edição de setembro de 2007 da respeitada revista médica
norte-americana Annals of Internal Medicine, foi publicada
o resultado uma pesquisa revelando que esta idéia vem sendo revista.
No estudo, de cada doze consultas médicas, uma destinava-se ao
check-up. No entanto, a eficácia para os fins esperados
está longe de ser atingida.
Atualmente, são realizados dezenas de exames modernos, mas
se perde nesses momentos de check-ups oportunidades de prevenção
de doenças e promoção de saúde com ações
muito simples – mas que não são feitas. A pesquisa
norte-americana mostra que, a cada três executivos fumantes, apenas
um foi aconselhado pelo médico a deixar o hábito de fumar;
de onze sedentários, só um recebeu orientação
para tornar-se fisicamente ativo. É preciso mudar a forma como
são feitos os check-ups, para que se tenha um resultado
mais eficiente. Hoje, além dessas dicas básicas, o que
se deve recomendar são revisões periódicas de saúde
com o seu próprio médico, no lugar de uma bateria de exames.
O mais importante é que esse médico conheça a fundo
o perfil do executivo, sua história pessoal e familiar, seus
hábitos e fatores de risco. Esse sim é o check-up
que vale a pena.
* Médico cooperado da Unimed Porto Alegre e integrante
do Conselho de Administração da Cooperativa.
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