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      Edição 243 - Junho de 2008
 

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A verdadeira Copa do Mundo
Por Alexandrino de Alencar*

Basta abrir os jornais e revistas ou ligar a televisão para constatar que dois eventos envolvem o comportamento atual dos nossos jovens. O primeiro se relaciona com “Tropa de Elite”, um dos filmes mais comentados deste ano e notório por diversos aspectos. O diretor José Padilha, ao mostrar o funcionamento do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, aponta o íntimo relacionamento dos adolescentes das classes mais altas com os traficantes dos morros cariocas. Padilha exibe o jovem não só como usuário de droga, mas como um cúmplice do tráfico e dos bandidos que matam e morrem por dinheiro. Esta é uma das principais causas da guerrilha urbana que, ao criar a demanda da qual as grandes cidades do Brasil são reféns, traz como conseqüência a forte repressão do aparato militar especializado.

O segundo evento tem relação com o comércio alternativo da imitação dos relógios Rolex. O apresentador Luciano Huck foi, entre as celebridades, a vítima mais recente da compra pirata deste objeto. Para quebrarmos este ciclo, bastaria terminar com o canal de distribuição e restringir a oferta. A juventude deve encontrar condições na sociedade para não cair nestas armadilhas. Uma oportunidade para isso surge com a confirmação do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014. Esta é a luz no fim do túnel e a esperança de concretizar o PAC com começo, meio e fim. Precisamos de uma educação de qualidade que conduza estes jovens de hoje e amanhã para o caminho do bem, de um futuro brilhante, com crescimento sustentável. Eles precisam da garantia de um trabalho numa economia formal, geradora de recursos e riquezas, e não de um submundo que nos penaliza exaustivamente e constantemente.

O futebol e suas atividades satélites são um dos maiores negócios do mundo. A FIFA tem mais países filiados do que a própria ONU. Isso sem contar as transações entre jogadores, direito de arena, marketing esportivo, campeonatos em suas diversas dimensões, entre outras grandes oportunidades. Ao sediar a Copa do Mundo, o Brasil irá gerar, nos próximos seis anos, milhares de novas oportunidades em todos os setores da economia, ampliando horizontes e criando novos desafios, seja no campo de bens tangíveis, seja nas áreas de serviços. Temos que aproveitar esta oportunidade ímpar! O binômio educação e geração de emprego é essencial para termos um país mais justo e uma juventude mais compromissada com o futuro do país.

 

* Alexandrino de Alencar é diretor da área de Desenvolvimento de Oportunidade e Representação da Odebrecht.

 
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