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A
verdadeira Copa do Mundo
Por Alexandrino de Alencar*
Basta abrir os jornais e revistas ou ligar a televisão para
constatar que dois eventos envolvem o comportamento atual dos nossos
jovens. O primeiro se relaciona com “Tropa de Elite”, um
dos filmes mais comentados deste ano e notório por diversos aspectos.
O diretor José Padilha, ao mostrar o funcionamento do Batalhão
de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia
Militar do Estado do Rio de Janeiro, aponta o íntimo relacionamento
dos adolescentes das classes mais altas com os traficantes dos morros
cariocas. Padilha exibe o jovem não só como usuário
de droga, mas como um cúmplice do tráfico e dos bandidos
que matam e morrem por dinheiro. Esta é uma das principais causas
da guerrilha urbana que, ao criar a demanda da qual as grandes cidades
do Brasil são reféns, traz como conseqüência
a forte repressão do aparato militar especializado.
O segundo evento tem relação com o comércio alternativo
da imitação dos relógios Rolex. O apresentador
Luciano Huck foi, entre as celebridades, a vítima mais recente
da compra pirata deste objeto. Para quebrarmos este ciclo, bastaria
terminar com o canal de distribuição e restringir a oferta.
A juventude deve encontrar condições na sociedade para
não cair nestas armadilhas. Uma oportunidade para isso surge
com a confirmação do Brasil como sede da Copa do Mundo
de 2014. Esta é a luz no fim do túnel e a esperança
de concretizar o PAC com começo, meio e fim. Precisamos de uma
educação de qualidade que conduza estes jovens de hoje
e amanhã para o caminho do bem, de um futuro brilhante, com crescimento
sustentável. Eles precisam da garantia de um trabalho numa economia
formal, geradora de recursos e riquezas, e não de um submundo
que nos penaliza exaustivamente e constantemente.
O futebol e suas atividades satélites são um dos maiores
negócios do mundo. A FIFA tem mais países filiados do
que a própria ONU. Isso sem contar as transações
entre jogadores, direito de arena, marketing esportivo, campeonatos
em suas diversas dimensões, entre outras grandes oportunidades.
Ao sediar a Copa do Mundo, o Brasil irá gerar, nos próximos
seis anos, milhares de novas oportunidades em todos os setores da economia,
ampliando horizontes e criando novos desafios, seja no campo de bens
tangíveis, seja nas áreas de serviços. Temos que
aproveitar esta oportunidade ímpar! O binômio educação
e geração de emprego é essencial para termos um
país mais justo e uma juventude mais compromissada com o futuro
do país.
* Alexandrino de Alencar é diretor da
área de Desenvolvimento de Oportunidade e Representação
da Odebrecht.
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