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Sem
medo da China
Por Zenon Leite Neto*
Não é possível ignorar a China. Nem é
preciso temê-la. O que o empresário brasileiro precisa
fazer é achar a melhor forma de se relacionar com ela. Vender
ou comprar? Tanto faz. Há que se encarar o fenômeno chinês
de frente. Literalmente, “meter a cara”. O desconhecimento
em relação aos costumes e à língua, sem
contar a distância, são os pretextos mais usados para se
evitar a China. Com efeito, bem longe do nosso aconchegante “portunhol”,
o mandarim é uma língua ininteligível aos ouvidos
brasileiros - e os costumes são tão diferentes quanto
estranhos à nossa cultura. O empresário chinês valoriza
muito os aspectos sociais do comércio, como jantares, encontros
e trocas de gentileza. Eles precisam de tempo para estabelecer confiança.
Mas o estranhamento é logo superado e o inglês –
língua universal – proporciona o entendimento. Ao fim e
ao cabo, toda essa “corte” acaba por ser divertida e vantajosa
também para nós brasileiros.
Os chineses são muito rápidos e conseguem fabricar a
maioria dos produtos com a mesma qualidade, ou até maior do que
os produzidos no Brasil. Apesar disso, eles ainda deixam a desejar no
controle de qualidade. Por isso, muitas empresas, em vez de comprar
da China, vão produzir por lá. De qualquer forma, o desconhecimento
em relação à China não pode servir de pretexto
para ignorá-la, pois quem está fora da China vai estar
fora do mercado.
* Presidente da Urano Balanças e Automação
Comercial.
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