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      Edição 243 - Junho de 2008
 

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Sem medo da China
Por Zenon Leite Neto*

Não é possível ignorar a China. Nem é preciso temê-la. O que o empresário brasileiro precisa fazer é achar a melhor forma de se relacionar com ela. Vender ou comprar? Tanto faz. Há que se encarar o fenômeno chinês de frente. Literalmente, “meter a cara”. O desconhecimento em relação aos costumes e à língua, sem contar a distância, são os pretextos mais usados para se evitar a China. Com efeito, bem longe do nosso aconchegante “portunhol”, o mandarim é uma língua ininteligível aos ouvidos brasileiros - e os costumes são tão diferentes quanto estranhos à nossa cultura. O empresário chinês valoriza muito os aspectos sociais do comércio, como jantares, encontros e trocas de gentileza. Eles precisam de tempo para estabelecer confiança. Mas o estranhamento é logo superado e o inglês – língua universal – proporciona o entendimento. Ao fim e ao cabo, toda essa “corte” acaba por ser divertida e vantajosa também para nós brasileiros.

Os chineses são muito rápidos e conseguem fabricar a maioria dos produtos com a mesma qualidade, ou até maior do que os produzidos no Brasil. Apesar disso, eles ainda deixam a desejar no controle de qualidade. Por isso, muitas empresas, em vez de comprar da China, vão produzir por lá. De qualquer forma, o desconhecimento em relação à China não pode servir de pretexto para ignorá-la, pois quem está fora da China vai estar fora do mercado.

 

* Presidente da Urano Balanças e Automação Comercial.

 
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