|
Gerenciar conhecimento para garantir retorno do investimento
em Capital Humano
Como parte da revolução tecnológica dos últimos
30 anos, as empresas têm investido pesadamente em computadores,
equipamentos, processos de reengenharia, automatização
de funções, aplicativos ERP, banco de dados, etc. Dentro
deste cenário, onde estão os investimentos para conhecer
e desenvolver o funcionário? Theodore Schutz, Prêmio Nobel
em 1979, lançou o conceito de Capital Humano, descrevendo que
a criação de riqueza não depende do terreno, equipamento
ou energia, e s im do conhecimento. E esse fator, dentro de um modelo
econômico, está diretamente vinculado ao funcionário.
Segundo os especialistas, e em termos de negócio, o Capital Humano
é a combinação de vários fatores, como a
característica que cada funcionário traz ao trabalho –
experiência, inteligência, energia, atitude, confiabilidade
e compromisso; a habilidade de aprender, imaginar, criar e fazer as
coisas acontecerem; e a motivação para compartilhar informação
e conhecimento, trabalho em equipe e orientação às
metas.
Peter Druker já afirmou que o grande desafio das empresas neste
início de século é responder à virada da
economia de industrial para do conhecimento. Lembrando que o propósito
e função de cada organização é a
integração de conhecimento especializado dentro de uma
tarefa comum. Esta mudança pela procura de conhecimento como
“o diferenciador” afeta todos os aspectos do gerenciamento
organizacional, incluindo eficiência operacional, marketing, estrutura
organizacional e investimento no Capital Humano. Esse conhecimento está
nos funcionários. São eles que, com a aplicação
de suas intrínsecas habilidades, motivação e manipulação
de equipamentos e processos, vão fazer com que o computador,
equipamento, processos inovadores, etc., funcionem. São eles
que possibilitarão às empresas alcançar as suas
metas e garantir que o “bottom line” seja o esperado, ou
mesmo, que melhore. Mas quanto à empresa conhece de seus funcionários?
Estas corporações estão analisando se seus funcionários
estão no lugar certo na organização? Se estão
felizes com o que fazem ou mesmo se são compatíveis com
o cargo que exercem? Ainda, o candidato contratado tem as características
que precisa para o cargo? O que vai acontecer com o conhecimento dos
funcionários que sairão por aposentadoria ou rotatividade?
Quem deveria substituí-los?
Aspectos que parecem menos importantes também deveriam ser
observados, como saber qual a situação e o ambiente de
trabalho em cada empresa? E a equipe de vendas, está formada
por pessoas com habilidades específicas na área? Outro
desafio das empresas no Brasil é que a grande maioria não
possui ainda as métricas para medir e avaliar o Capital Humano,
portanto, não tem como gerenciá-lo e obter os resultados
esperados. O produto de valor mais importante de uma empresa lhe é
desconhecido. Esta é a realidade das empresas no Brasil. Felizmente,
já existem no mercado soluções preditivas que fotografam
o funcionário, criam os perfis dos cargos e comparam uns aos
outros, detectando os interesses ocupacionais de cada um. Isto permite
definir com clareza o treinamento e coaching que cada funcionário
precisa e projetar o plano de carreira ou sucessão. A montagem
das métricas para avaliar o desempenho e as metas surgem dessas
soluções. É absolutamente necessário conhecer,
medir e gerenciar o Capital Humano – o ativo que cria valor dentro
da operação.
* Presidente e sócio fundador da Profiles Brasil (oleon@profilesbrasil.com.br),
fornecedora de soluções para o recrutamento, avaliação
e desenvolvimento de funcionários via web.
|