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      Edição 244 - Julho de 2008
 

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Artigo
 
por Octavio Leon*  

Sua empresa ainda contrata à moda antiga?

Segundo o mestre Peter Drucker, considerado o “pai da administração”, 66% das contratações feitas por uma empresa são de pessoas totalmente inadequadas para a função. E os resultados desses erros aparecem nos primeiros seis meses, quando a pessoa contratada deixa a empresa ou passa a ser um problema dentro da organização. Isso acontece pois, na grande maioria dos processos de seleção ou promoção, as empresas consideram apenas o currículo do candidato, as referências de trabalho anteriores e as informações provenientes da própria entrevista. Porém, segundo especialistas, ao considerar somente esses dados, o tomador da decisão possui apenas 24% das informações necessárias sobre o futuro funcionário.

Então, como garantir que o candidato está realmente habilitado a exercer a função oferecida. E que está interessado no desenvolvimento do trabalho – e não apenas na remuneração? Felizmente, a tecnologia para isso já existe. Hoje, no Brasil, há modernos métodos para se fazer o recrutamento, a avaliação e o desenvolvimento de funcionários on-line. São ferramentas interativas, de fácil uso e compreensão e que auxiliam na gestão dos recursos humanos.

Conhecidas como Assessments, essas ferramentas incorporam conceitos inéditos ao processo de seleção. Um deles é o de “Pessoa Total”, que defende a importância de as empresas possuírem um panorama geral do ser humano – e não apenas a sua qualificação profissional. Assim, aspectos importantes, como estilo de pensamento, traços de comportamento e interesses ocupacionais também passam a ser pesquisados. Incorporar ao processo de seleção informações sobre como a pessoa pensa, suas habilidades numéricas e verbais, seu nível de energia, assertividade, independência etc., além de suas inclinações proporciona ao avaliador as informações realmente necessárias para que ele possa conhecer um indivíduo.

Outro conceito associado a esses novos assessments é o de “Job Match”, que cruza as informações provenientes do candidato ou com as necessidades da empresa – determinando, assim, o grau de compatibilidade dele com o cargo.

Mas se essa tecnologia é uma ferramenta mundial, como saber se o que está sendo avaliado se encaixa no perfil do trabalhador brasileiro e não agride os princípios da empresa? Pois os melhores assessments do mercado possuem o conceito de “Validação”, que permite caracterizar o perfil dos indivíduos e culturas daquele país, tornando-os mais representativos. Este tipo de tecnologia suporta cada local com referências de amostras de indivíduos locais e que, no contexto geral, representam o lugar ou local a ser avaliado.

Por fim, há o conceito de “Confiabilidade”. Trata-se simplesmente do nível de acerto das contratações feitas pelas tecnologias mais modernas na área de assessments. Para medir isso, existem organizações mundiais que certificam os fornecedores dessas soluções. E esse é um fator crítico na seleção. Um índice abaixo de 0.70 aponta que os resultados dos testes são duvidosos. Infelizmente, a grande maioria dos fornecedores no Brasil estão com um índice médio de confiabilidade na média de 0.50.

*Octavio Leon é presidente e sócio fundador da Profiles Brasil.
oleon@profilesbrasil.com.br

 
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