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Sua empresa ainda contrata à moda antiga?
Segundo o mestre Peter Drucker, considerado o “pai da administração”,
66% das contratações feitas por uma empresa são
de pessoas totalmente inadequadas para a função. E os
resultados desses erros aparecem nos primeiros seis meses, quando a
pessoa contratada deixa a empresa ou passa a ser um problema dentro
da organização. Isso acontece pois, na grande maioria
dos processos de seleção ou promoção, as
empresas consideram apenas o currículo do candidato, as referências
de trabalho anteriores e as informações provenientes da
própria entrevista. Porém, segundo especialistas, ao considerar
somente esses dados, o tomador da decisão possui apenas 24% das
informações necessárias sobre o futuro funcionário.
Então, como garantir que o candidato está realmente
habilitado a exercer a função oferecida. E que está
interessado no desenvolvimento do trabalho – e não apenas
na remuneração? Felizmente, a tecnologia para isso já
existe. Hoje, no Brasil, há modernos métodos para se fazer
o recrutamento, a avaliação e o desenvolvimento de funcionários
on-line. São ferramentas interativas, de fácil uso e compreensão
e que auxiliam na gestão dos recursos humanos.
Conhecidas como Assessments, essas ferramentas incorporam conceitos
inéditos ao processo de seleção. Um deles é
o de “Pessoa Total”, que defende a importância de
as empresas possuírem um panorama geral do ser humano –
e não apenas a sua qualificação profissional. Assim,
aspectos importantes, como estilo de pensamento, traços de comportamento
e interesses ocupacionais também passam a ser pesquisados. Incorporar
ao processo de seleção informações sobre
como a pessoa pensa, suas habilidades numéricas e verbais, seu
nível de energia, assertividade, independência etc., além
de suas inclinações proporciona ao avaliador as informações
realmente necessárias para que ele possa conhecer um indivíduo.
Outro conceito associado a esses novos assessments é o de
“Job Match”, que cruza as informações provenientes
do candidato ou com as necessidades da empresa – determinando,
assim, o grau de compatibilidade dele com o cargo.
Mas se essa tecnologia é uma ferramenta mundial, como saber
se o que está sendo avaliado se encaixa no perfil do trabalhador
brasileiro e não agride os princípios da empresa? Pois
os melhores assessments do mercado possuem o conceito de “Validação”,
que permite caracterizar o perfil dos indivíduos e culturas daquele
país, tornando-os mais representativos. Este tipo de tecnologia
suporta cada local com referências de amostras de indivíduos
locais e que, no contexto geral, representam o lugar ou local a ser
avaliado.
Por fim, há o conceito de “Confiabilidade”. Trata-se
simplesmente do nível de acerto das contratações
feitas pelas tecnologias mais modernas na área de assessments.
Para medir isso, existem organizações mundiais que certificam
os fornecedores dessas soluções. E esse é um fator
crítico na seleção. Um índice abaixo de
0.70 aponta que os resultados dos testes são duvidosos. Infelizmente,
a grande maioria dos fornecedores no Brasil estão com um índice
médio de confiabilidade na média de 0.50.
*Octavio Leon é presidente e sócio fundador da Profiles
Brasil.
oleon@profilesbrasil.com.br
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