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Cadê a informação que estava aqui?
As incertezas de mercado e a competitividade fazem com que as corporações,
cada vez mais, busquem novos conhecimentos. Isso leva ao armazenamento
de quantidades 'astronômicas' de dados oriundos de diversas fontes,
inclusive de coletas automáticas e transações on-line.
Este quadro fez surgir um problema, com dimensões igualmente
gigantescas. O que fazer com estes dados armazenados? Como extrair as
informações? Como estudá-las? Ora, estamos falando
de um dos problemas mais complexos vivenciados atualmente pelas empresas:
a dificuldade de transformar dados em informações úteis.
Na verdade, a maioria das corporações convive com uma
profunda ironia. Lidam, simultaneamente, com a falta de informação
em meio ao excesso de dados, especialmente, os dados não-estruturados
como e-mails e arquivos em Word, Excel etc. E, por conviverem com grandes
quantidades de dados, sem dispor de conhecimento utilizável,
analogamente, morrem de sede frente ao mar e ai está a maior
ironia. Além disso, o quadro se agrava com a falta de inteligência
de negócios para analisar informações.
Hoje em dia, não existe segmento de mercado que dispense conhecimento,
tanto oriundo do próprio mercado como dos processos internos,
para instruir ações e decisões corporativas. A
verdade é que já se foi o tempo em que o 'feeling' era
suficiente para direcionar negócios e aproveitar as oportunidades,
ou mesmo, garantir o time-to-market. A adoção
de tecnologias que automatizaram tudo, desde a força de vendas
até os processos industriais, aumentou exponencialmente o volume
de dados disponíveis, provendo uma infinidade de informações
que precisam ser extraídas e analisadas.
Neste cenário, é fundamental adquirir uma visão
clara a respeito da compreensão das ferramentas que determinam
a memória e a inteligência da empresa. Em virtude disso,
percebe-se, na administração empresarial, uma tendência,
cada vez mais acentuada, de empregar tecnologias do conhecimento, que
se configuram num diferencial competitivo tremendo, além de permitirem
alavancar desenvolvimento nas organizações. Deste modo,
fica evidente que melhorar e perenizar a performance depende da capacidade
de gestão analítica, de investigação da
realidade presente e passada, bem como, da previsão de tendências.
De fato, é decisivo conhecer a si mesmo e ao seu ambiente.
Neste contexto, os sistemas analíticos avançados são
os únicos capazes de garantir o acesso a informações
úteis, rapidamente. São compostos por ferramentas de última
geração para extração e análise de
dados, com aplicação de tecnologias de mineração
– data mining e text mining –, integrados
a soluções de inteligência artificial, aliadas a
técnicas estatísticas tradicionais geram modelos preditivos.
Estes sistemas são especialmente eficientes por incluírem
extração e análise de dados não estruturados,
que são fontes extraordinárias de conhecimento empresarial
e, portanto, imprescindíveis num mundo tão competitivo.
Apenas assim é possível transformar emaranhados de dados
em conhecimento profícuo, identificando e revertendo dados ocultos
em diferenciais.
Vale lembrar que em virtude do crescimento exponencial da utilização
de mensagens eletrônicas, cresceu também a necessidade
de gerenciar a imensa massa de dados contidos em arquivos de e-mails
que ficam isolados dos outros sistemas corporativos e, sem dúvida,
precisam ser aproveitados. É aí que entram os tais sistemas
de mineração de dados integrados com ferramentas de inteligência
artificial, redes neurais, sistemas de controle de qualidade e outros
que não apenas agregam valor ao negócio, mas permitem
a sobrevivência das empresas.
Por outro lado, é muito comum perder-se um tempo precioso
procurando as informações necessárias à
tomada de decisão ou, muitas vezes, não encontrá-las,
o que é ainda mais crítico. Neste sentido, os sistemas
de análise avançada são o elo de ligação
entre a profundidade analítica e a necessidade de obtenção,
utilização e disseminação de conhecimento
em todos os setores da corporação.
Um dos conceitos mais avançados nesta área é
o de Web Integrated Forecasting, que estuda a variação
da demanda, provendo predição. Na verdade, este conceito,
tem uma preocupação macro empresarial, oferecendo pacotes
que possam integrar e relacionar diferentes ambientes de uma mesma companhia.
Tudo isto aumenta a Inteligência corporativa e de negócios.
Infelizmente, há limitações quanto à
capacidade de respostas, escalabilidade e profundidade das soluções
existentes no mercado, principalmente quanto à adequação
de diversas infra-estruturas corporativas. É necessário
optar por sistemas que se integram com qualquer base de dados, o que
requer tecnologia muito avançada e não são todos
os fornecedores que a dominam.
Outro desacerto das companhias é que o ‘Data Mining'
e as tecnologias analíticas têm sido definidos, se não
erroneamente pelo menos de forma reducionista, já que poucas
corporações têm a dimensão da sua importância.
Na verdade, não perceberam de que se trata de um processo de
extração e análise de conhecimento de grandes bancos
de dados, sem pressuposições prévias. Em última
instância, estamos falando de recursos que permitem usar este
conhecimento para a tomada de decisões, já que localizam
e transformam dados em informações e conhecimentos cruciais.
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* Cláudio Pinheiro – diretor de operações
para América do Sul da StatSoft South America, empresa da área
de análise de dados e desenvolvimento de software estatístico.
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