Voltar para página inicial
      Edição 239 - Janeiro/Fevereiro de 2008
 

    Matéria de Capa
    Exclusivo
    Especial
    Entrevista
Capa da edição



 
Quer receber notícias exclusivas da revista Amanhã?

(digite seu email)

 
Imprima esta matéria Dê sua opinião Indique este texto

Ranking de AMANHÃ e Economática mostra quais as
ações que mais subiram em 2007


Fernanda Arechavaleta

O mês de janeiro começou nebuloso para o mercado de capitais no mundo todo. Os solavancos das bolsas norte-americanas e o temor de uma recessão na maior economia do globo fizeram a bolsa brasileira despencar mais de 20% em três semanas. Mas em que pesem as preocupações com a trajetória futura do mercado, é fato que 2007 foi um ano para lá de excepcional para os investidores em ações. Na média, o Ibovespa – índice composto pelos 64 papéis mais negociados na Bovespa – teve uma valorização de 43,6%. É bastante, especialmente na comparação com a Taxa Selic, que remunera as aplicações em títulos públicos e terminou o ano em 11,25%. O que dizer, então, de valorizações superiores a 80% ou 100% no ano? Pois entre os 20 papéis de maior liquidez de companhias sediadas na Região Sul, dez tiveram altas superiores aos 43% do Ibovespa, conforme mostra o ranking Blue Chips do Sul.

Entre os destaques do ano estão companhias novatas na bolsa, como Positivo Informática e Lupatech, ao lado de outras tradicionais que fizeram novas ofertas para ampliar o capital em circulação ou entraram para o Novo Mercado – com maiores exigências de transparência e ampliação de direitos aos minoritários. Foi o que ocorreu com a Cia. Hering. A têxtil catarinense surpreendeu com uma alta de 114,29% no ano – a segunda maior valorização do Sul. O salto é resultado da reestruturação da companhia, de uma nova oferta de ações e da entrada no Novo Mercado, em julho. “O fato é que estamos olhando para uma empresa no início do ano, quando tinha poucas ações em circulação, e para outra depois da entrada no Novo Mercado. Não houve uma valorização constante dos papéis, mas sim um repuxo devido à nova oferta”, aponta Renata Coutinho, analista do Banco Santander.

Com valorizações próximas aos 90%, os papéis da Lupatech e da Positivo Informática entraram no time das Blue Chips do Sul já no primeiro ano em que freqüentaram o pregão nos 12 meses – ambas abriram o capital em 2006. As duas empresas se beneficiaram do bom momento da economia com as vendas recordes de computadores e com o aquecimento do setor de petróleo e gás, que favorece diretamente a Lupatech. “Apostamos na proximidade com o investidor para explicar o que nossa empresa queria e qual era o perfil do mercado brasileiro”, afirma Sílvia Emanoele Sewaybricker, gerente do departamento de relações com os investidores da Positivo. O aumento da capacidade produtiva trouxe boas perspectivas de fluxo de caixa futuro – o que se refletiu na valorização dos papéis. “No entanto, não se deve esperar uma valorização tão forte em 2008”, avalia Alexandre Ulm, analista da Ágora, que acompanha a Positivo.

Sede da Bovespa: 2008 começou com turbulências no mercado de capitais, mas o ganho médio na bolsa brasileira superou os 40% em 2007

Mas se quem havia comprado ações da Hering, Positivo ou Lupatech se deu bem, imagine quem tinha no portfolio os papéis da Forjas Taurus. Pelo segundo ano consecutivo, as preferenciais da companhia gaúcha lideram o ranking das maiores altas do Sul. Em 2007, os papéis subiram espantosos 193,44%. E vale lembrar que já haviam se valorizado no mesmo percentual em 2006. “A empresa está se modernizando, elevou a produtividade e aumentou a presença em vários mercados, como é o caso de setor de bens de capital, com a Taurus Wotan. Esse esforço foi bem avaliado pelos investidores e se refletiu no comportamento das ações”, avalia Luís Fernando Costa Estima, diretor-presidente da Taurus.

A valorização dos dois últimos anos é resultado da reestruturação iniciada em 2004. A Taurus soube aproveitar a crise de segurança que reina nos Estados Unidos, desde os atentados de 2001 para abocanhar 20% do mercado de armas leves daquele país. Além disso, adotou uma postura inovadora com grande número de lançamentos e implantou o sistema de lean manufacturing – o chamado sistema Toyota de produção, que busca reduzir os custos como forma de aumentar as margens. “Para os próximos anos, a estratégia da Taurus é aumentar a presença no segmento de máquinas operatrizes de grande porte e na fabricação de capacetes para o mercado interno”, destaca Rafael Weber, analista da Geração Futura. Para crescer nesses segmentos, a empresa está investindo R$ 5 milhões na subsidiária Taurus Wotan e construirá uma nova fábrica de capacetes na Bahia. Hoje, 17% da receita vem da comercialização de capacetes.

Copyright © Revista Amanhã - Conectt Marketing Interativo