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      Edição 237 - Novembro de 2007
 

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Empresa mais inovadora da Região Sul, a Embraco mantém
uma política de sólidas parcerias com universidades,
no Brasil e no exterior, para desenvolver tecnologia


Paulo Henrique de Sousa

Dos três engenheiros sentados à mesa para a entrevista, dois se formaram na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Logo em seguida, um terceiro se juntaria a eles. A assessoria já avisara que Ernesto Heinzelmann estava mesmo com a agenda “apertada”, naquela tarde de segunda-feira chuvosa, em Joinville, e que poderia se atrasar um pouco. Ossos do ofício de presidir uma das maiores empresas de Santa Catarina e a mais inovadora da Região Sul – a Embraco. E ele arranjou tempo suficiente não apenas para participar da entrevista, mas também para guiar um breve tour por alguns dos laboratórios onde a empresa desenvolve suas pesquisas.

Isso mostra o entusiasmo de Heinzelmann pelo tema. “Já falou sobre o POLO?”, perguntou ao colega Roberto Holthausen Campos, diretor corporativo de tecnologia, assim que se ajeitou na cadeira. Trata-se do POLO – Laboratórios de Pesquisa em Refrigeração e Termofísica, grafado assim mesmo, em maiúsculas. É um dos orgulhos da Embraco e, de certa forma, coroa uma relação especial que a empresa mantém há décadas com a maior universidade de Santa Catarina. Nos 2,5 mil metros quadrados do prédio de cinco andares erguido no campus da UFSC, em Florianópolis, funcionam 15 laboratórios de pesquisa sobre refrigeração e termofísica, onde trabalham cerca de 80 alunos, coordenados por quatro professores. Ligado ao departamento de engenharia mecânica do Centro Tecnológico, as instalações foram construídas e equipadas numa tríplice parceria entre a Embraco, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e a própria UFSC.

O POLO pode ser encarado como o símbolo (bastante concreto) da política de parcerias que a Embraco mantém com instituições de ensino e pesquisa no Brasil e no exterior. Essa trajetória começou há quase 30 anos, com os primeiros contatos com a própria UFSC e com universidades francesas. Mais recentemente, Heinzelmann conta ter tido boas surpresas com instituições de países do Leste Europeu, como Bielorrúsia e Romênia, além da China. Aos que ainda vêem com desconfiança esse tipo de parceria, ele explica: elas não visam ao desenvolvimento de um produto específico, mas à pesquisa em campos como termodinâmica. “Universidade é para gerar conhecimento”, garante. Ele reconhece que ainda falta maturidade de ambas as partes – empresários e instituições – para que essas parcerias sejam incrementadas e alcancem o nível das realizadas em países como os Estados Unidos. “Os empresários ainda não entendem essa relação.”

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