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| O cientista político Guy Sorman é
um francês que foge ao estereótipo. Não
é mal humorado, por exemplo. E tampouco se mostra ranzinza
com aqueles que tentam puxar uma conversa em inglês em
vez do francês. E foi exatamente assim – bem-humorado
e em inglês – que Sorman recebeu a reportagem de
AMANHÃ para uma conversa de quase 50 minutos na manhã
do dia 04 de abril, depois de proferir uma palestra no seminário
internacional “Fronteiras do Pensamento”, realizado
pela Copesul. Autor de “A Nova Riqueza das Nações”,
Sorman acredita que os ideais do liberalismo estão distorcidos
na América do Sul. E isso explicaria por que essa corrente
de pensamento econômico é, muitas vezes, confundida
com uma espécie de ideário perverso que visa ratificar
a subordinação dos mais pobres aos mais ricos.
Para Sorman, o problema da América Latina, e principalmente
do Brasil, é a falta de igualdade de oportunidades. A
liberdade de escolha – um dos preceitos do liberalismo
clássico – só pode ser exercida por aqueles
que têm dinheiro, e o resultado é que parcelas
cada vez maiores da população começam a
se identificar com correntes ditas anti-liberais. Apesar disso
tudo, Sorman se declara um amante do Brasil. Confira por que
na entrevista abaixo: |
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