| Diante de uma edição com tamanha
riqueza de dados, como Grandes & Líderes, a tendência
de muitos leitores é buscar atalhos para conhecer, logo
de uma vez, o resumo da ópera. Para quem prefere ir direto
ao ponto, basta olhar as médias de desempenho das 500 maiores
do Sul. Elas dizem muito sobre o que foi 2005, um ano que muitas
companhias preferem esquecer. Mas não dizem tudo.
ejamos, inicialmente, o que os grandes números desta
edição revelam. Em seu conjunto, as 500 mais importantes
companhias do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande
do Sul faturaram R$ 274,5 bilhões. É uma cifra exuberante:
equivale a quase 15% do PIB brasileiro. O problema é que
se está diante do mesmo valor contabilizado em 2004. Em
suma, 2005 foi um ano de vendas estagnadas. E, pior, de lucros
modestíssimos. No cômputo geral das 500, a rentabilidade
média não passou de 6,3% das receitas líquidas.
É um resultado que está longe de premiar o esforço
de empreendedores e acionistas que assumem todos os riscos e adversidades
para produzir bens e serviços num país de impostos
e juros sufocantes. Aliás, qualquer aplicação
financeira teria rendido bem mais às companhias.
Menos mal que elas conseguiram cortar custos e se adequar às
trepidações da economia. Graças a este ajuste,
a maré vermelha de balanços não fez mais
vítimas. Entre as 500 que formam o pelotão
de frente da economia do Sul, apenas 17% tiveram prejuízo.
É preciso reconhecer, no entanto, que grande parte dos
protagonistas de Grandes & Líderes conseguiu
escapar do prejuízo por um triz. Resolvemos contar o número
de empresas que teve lucro inexpressivo para o tamanho de suas
operações. E o que encontramos foi um quadro preocupante,
para dizer o mínimo. Nada menos do que 238 companhias ficaram
nesta espécie de corda bamba. Para quase metade do ranking,
2005 foi um ano de zero a zero.
Bem, as médias estão vistas, e lamentadas. É
preciso, porém, ver além delas. E, numa edição
com tamanha riqueza de informações, como Grandes
& Líderes, não faltam exemplos de empresas que
puxaram as médias para cima. Observar como elas conseguiram
singrar um ano de câmbio desfavorável e renda agrícola
em baixa, além de todas as conhecidas mazelas estruturais
da economia brasileira, é um verdadeiro aprendizado sobre
como sobreviver na selva.
O texto integral desta reportagem está disponível
somente na versão impressa de AMANHÃ.
Um raio-x das gigantes
Confira como foi o desempenho das 500 maiores empresas da Região
Sul em 2005


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