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      Edição 223 - Agosto de 2006
 

    Matéria de Capa
    Economia no zero a zero
    O combustível do Sul
Capa da edição

 
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Diante de uma edição com tamanha riqueza de dados, como Grandes & Líderes, a tendência de muitos leitores é buscar atalhos para conhecer, logo de uma vez, o resumo da ópera. Para quem prefere ir direto ao ponto, basta olhar as médias de desempenho das 500 maiores do Sul. Elas dizem muito sobre o que foi 2005, um ano que muitas companhias preferem esquecer. Mas não dizem tudo.

ejamos, inicialmente, o que os grandes números desta edição revelam. Em seu conjunto, as 500 mais importantes companhias do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul faturaram R$ 274,5 bilhões. É uma cifra exuberante: equivale a quase 15% do PIB brasileiro. O problema é que se está diante do mesmo valor contabilizado em 2004. Em suma, 2005 foi um ano de vendas estagnadas. E, pior, de lucros modestíssimos. No cômputo geral das 500, a rentabilidade média não passou de 6,3% das receitas líquidas. É um resultado que está longe de premiar o esforço de empreendedores e acionistas que assumem todos os riscos e adversidades para produzir bens e serviços num país de impostos e juros sufocantes. Aliás, qualquer aplicação financeira teria rendido bem mais às companhias.

Menos mal que elas conseguiram cortar custos e se adequar às trepidações da economia. Graças a este ajuste, a maré vermelha de balanços não fez mais vítimas.  Entre as 500 que formam o pelotão de frente da economia do Sul, apenas 17% tiveram prejuízo. É preciso reconhecer, no entanto, que grande parte dos protagonistas de Grandes & Líderes  conseguiu escapar do prejuízo por um triz. Resolvemos contar o número de empresas que teve lucro inexpressivo para o tamanho de suas operações. E o que encontramos foi um quadro preocupante, para dizer o mínimo. Nada menos do que 238 companhias ficaram nesta espécie de corda bamba. Para quase metade do ranking, 2005 foi um ano de zero a zero.

Bem, as médias estão vistas, e lamentadas. É preciso, porém, ver além delas. E, numa edição com tamanha riqueza de informações, como Grandes & Líderes, não faltam exemplos de empresas que puxaram as médias para cima. Observar como elas conseguiram singrar um ano de câmbio desfavorável e renda agrícola em baixa, além de todas as conhecidas mazelas estruturais da economia brasileira, é um verdadeiro aprendizado sobre como sobreviver na selva.

O texto integral desta reportagem está disponível somente na versão impressa de AMANHÃ.

Um raio-x das gigantes
Confira como foi o desempenho das 500 maiores empresas da Região Sul em 2005

 

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