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      Edição 223 - Agosto de 2006
 

    Matéria de Capa
    Economia no zero a zero
    O combustível do Sul
Capa da edição



 
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Depois das performances reluzentes de 2003 e 2004, as 500 maiores empresas do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul se exauriram em 2005. Há, evidentemente, companhias com resultados invejáveis: Bunge, Tractebel e Marisol (SC), HSBC, Positivo e TIM Sul (PR), Gerdau, Lupatech e Refap (RS) são algumas das empresas que superaram as condições desfavoráveis da economia no ano passado – e cresceram. De um modo geral, no entanto, uma série de fatores abalou o desempenho do Sul no ano passado. Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul têm uma estrutura econômica assentada sobre o agronegócio e sobre o comércio exterior. Os dois setores foram os mais castigados por uma estiagem duradoura, pela desvalorização do dólar e pela concorrência, aqui e lá fora, dos produtos asiáticos – da China, especialmente.

No total, o faturamento de todas as empresas somou R$ 274,5 bilhões. Com este resultado, quase idêntico ao de 2004, a fatia das 500 maiores empresas do Sul no PIB brasileiro recuou de 16% para 14%. Nesse marasmo econômico, o Paraná, puxado pelo setor de serviços, foi o Estado com melhor desempenho em 2005. E, enquanto o Rio Grande do Sul viveu um período de estagnação, as empresas de Santa Catarina viram os prejuízos crescer preocupantes 147%.

 

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