| Depois das performances reluzentes de 2003 e 2004,
as 500 maiores empresas do Paraná, de Santa Catarina e do Rio
Grande do Sul se exauriram em 2005. Há, evidentemente, companhias
com resultados invejáveis: Bunge, Tractebel e Marisol (SC), HSBC,
Positivo e TIM Sul (PR), Gerdau, Lupatech e Refap (RS) são algumas
das empresas que superaram as condições desfavoráveis
da economia no ano passado – e cresceram. De um modo geral, no
entanto, uma série de fatores abalou o desempenho do Sul no ano
passado. Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul têm
uma estrutura econômica assentada sobre o agronegócio e
sobre o comércio exterior. Os dois setores foram os mais castigados
por uma estiagem duradoura, pela desvalorização do dólar
e pela concorrência, aqui e lá fora, dos produtos asiáticos
– da China, especialmente.
No total, o faturamento de todas as empresas somou R$ 274,5 bilhões.
Com este resultado, quase idêntico ao de 2004, a fatia das 500
maiores empresas do Sul no PIB brasileiro recuou de 16% para 14%. Nesse
marasmo econômico, o Paraná, puxado pelo setor de serviços,
foi o Estado com melhor desempenho em 2005. E, enquanto o Rio Grande
do Sul viveu um período de estagnação, as empresas
de Santa Catarina viram os prejuízos crescer preocupantes 147%.

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