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      Edição 214 - Outubro de 2005
 

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Ranking inédito elaborado pela Interbrand, maior consultoria de marcas do mundo, revela quais são as marcas mais valiosas do Sul – e suas estratégias


Texto: Francisco Mattar Botelho
Reportagem: Erik Farina

O que empresas como Sadia, Perdigão, Gerdau, Ipiranga e Banrisul têm em comum? Algumas atuam em setores próximos, outras se assemelham pelo vulto de seus empreendimentos. Mas há um ponto em que todas convergem de maneira unânime: são empresas que nasceram no Sul do Brasil e se destacam pela força da marca. Algumas, como a Sadia e a Gerdau, atravessaram as fronteiras de sua terra natal, ganharam estatura nacional e conquistaram o mercado externo. Outras seguiram caminhos diferentes – o Banrisul, por exemplo, manteve o foco no rincão de origem e se tornou um verdadeiro símbolo regional. As diferenças de estratégia não são apenas geográficas: para conquistar seu lugar na mente dos consumidores, as empresas do Sul usam meios tão variados quanto os produtos que oferecem. Num levantamento inédito, realizado em conjunto com Interbrand – a maior consultoria de branding do mundo –, AMANHÃ revela quais as marcas mais preciosas da Região Sul e aponta os segredos que podem transformar logotipos em cifras milionárias.

Para descobrir os principais mandamentos no manual das grandes grifes, nada melhor do que ir direto ao topo da lista. A Sadia, indústria de alimentos sediada em Santa Catarina, domina o ranking publicado por AMANHÃ com o nome mais valioso entre os três Estados da Região Sul: seu “S” estilizado é um ativo de respeitáveis US$ 189 milhões. Diversos fatores conferem essa estatura à marca da empresa. Além de ser líder nacional em todos os setores em que atua, ela também é peso-pesado no exterior – tanto que metade de sua receita vem de vendas internacionais. Ao contrário da maioria das empresas brasileiras, que exportam itens sem grife, a Sadia imprime seu selo a boa parte dos alimentos que despacha ao mercado internacional – e que levam o nome da fabricante catarinense para países como Chile, Rússia, Arábia Saudita, Turquia e Iraque.

As vendas externas da Sadia são acompanhadas por campanhas de marketing nas línguas locais: hoje, o mascote da empresa aparece em comerciais falados em árabe, espanhol e russo. O resultado é que os produtos acabam se vinculando fortemente à marca. Um bom exemplo dessa simbiose está no Oriente Médio, que absorve mais de 20% das exportações da companhia. Entre os habitantes da região, a palavra “Sadia” é usada como sinônimo de “frango industrializado” – da mesma maneira que, no Brasil, “gilete” equivale a “aparelho de barbear”. “Os árabes não comem frango. Eles comem um Sadia”, ilustra Fernando Galante Moraes, gerente de marca corporativa da empresa.

 As marcas mais valiosas da Região Sul
US$ 189 milhões US$ 182 milhões US$ 178 milhões US$ 175 milhões US$ 150 milhões

 

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