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      Edição 207 - Janeiro/Fevereiro de 2005
 

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Estudo exclusivo de AMANHÃ aponta quais são as empresas do Sul
que não conhecem fronteiras na expansão de seus negócios


O que transforma uma simples fábrica de pregos em uma genuína multinacional do aço? Que tipo de ferramentas de gestão levam uma oficina catarinense de refrigeradores a se tornar uma potência mundial? São questões como essas que o ranking “Multinacionais do Sul” tenta responder nas próximas 16 páginas. Em análise estão as empresas que já conhecem o caminho da competição global: Marcopolo, Weg, Sadia, O Boticário entre outras. Todas elas foram avaliadas por dez especialistas, que apontaram quais estão mais avançadas na internacionalização de seus negócios. Ao final, ficou claro que não existem receitas simples para transformar empreendimentos em potências globais. Cada empresa trilha um caminho próprio até crescer e despertar tanto interesse quanto Gerdau e Embraco – respectivamente, a campeã e a vice do levantamento de AMANHÃ.

Há, porém, pontos em comum que merecem destaque. Por exemplo: para a maioria dessas empresas, expandir suas fronteiras não foi uma simples opção ou capricho. Foi, isso sim, uma necessidade – algo indispensável para manter seu ritmo de crescimento e saúde financeira. Veja o que conta Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do Grupo Gerdau, sobre a decisão da companhia de avançar de uma ponta a outra das Américas. “Chegou um momento em que a nossa capacidade de crescimento no Brasil estava limitada. Fatalmente, se quiséssemos seguir focados em siderurgia, nós deveríamos entrar num caminho de internacionalização.

É evidente que nenhuma empresa – nem mesmo a Gerdau – se torna uma multinacional apenas por força das circunstâncias. A decisão de internacionalizar também é sempre balizada por um firme código de gestão.

Ou seja: todas essas companhias já são competitivas dentro de casa antes de empregar mão-de-obra asiática ou de aproveitar os ventos favoráveis das taxas de câmbio. A Sadia, por exemplo, não tem nenhuma fábrica lá fora. Mas os especialistas garantem que, com seu atual modelo de gestão, a empresa não terá problema para pisar em outros continentes. “Suas unidades de operação são grandes e funcionam com estruturas rígidas, feitas para produzir em larga escala”, analisa David Travesso, um dos avaliadores do ranking “Multinacionais do Sul”.

A metodologia

Para elaborar o projeto “Multinacionais do Sul”, AMANHÃ enviou questionários às 50 empresas da região que mais exportaram em 2003. As perguntas ajudavam a medir a importância das operações internacionais nos negócios de cada companhia. Verificou-se, por exemplo, quantas fábricas, centros de distribuição, escritórios comerciais e outros tipos de empreendimentos (joint ventures, acordos tecnológicos, alianças etc) eram mantidos no exterior. Da mesma forma, foram apuradas informações como número de países e de continentes alcançados pelas exportações, número de patentes registradas no exterior e atuação da empresa em bolsas de valores na Europa e nos Estados Unidos.

Os questionários respondidos foram repassados a uma equipe de dez especialistas (veja quem são na página seguinte). A partir de uma análise minuciosa dos dados, cada um deles apontou as três empresas mais avançadas na internacionalização de seus negócios, classificando-as em 1º, 2º e 3º lugares. Então AMANHÃ conferiu pontos a cada uma das empresas, utilizando-se do seguinte critério: para cada 1º lugar obtido, a companhia ganhava três pontos; 2º lugar, dois pontos; e 3º lugar, um ponto. No final, a pontuação foi somada. As vencedoras do projeto “Multinacionais do Sul” foram as cinco que mais acumularam pontos.

 

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