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      Edição 195 - Janeiro/Fevereiro de 2004
 

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Uma safra de investimentos de cerca de
R$ 10 bilhões revitaliza a economia
gaúcha a partir de 2004


Tatiana Csordas e Rogério Kiefer

Ainda que as projeções de expansão do PIB estejam bastante aquém do “espetáculo do crescimento” anunciado pelo presidente da República, a economia gaúcha dá sinais de recuperação do otimismo. Um pacote de investimentos capitaneado pela indústria aponta para um cenário animador a partir de 2004. Os projetos já confirmados totalizam quase R$ 10 bilhões. E devem gerar cerca de 13 mil postos de trabalho, entre empregos diretos e indiretos. A nova unidade da General Motors, que até o fechamento desta edição ainda não estava oficializada, soma outros R$ 720 milhões a esse montante. E novos investimentos devem ser anunciados. Quase R$ 14 bilhões estão em negociação em mais de 90 projetos. “É claro que nem todos devem ser confirmados”, admite Luis Roberto Ponte, secretário do Desenvolvimento e Assuntos Internacionais (Sedai).

Investimento turbinado: Refap aplica R$ 2,4 bilhões para aumentar a produção na perspectiva de uma reação do mercado

 

O mais vistoso dos empreendimentos é bancado pela Petrobras, que até 2007 está mobilizando quase R$ 50 bilhões em projetos espalhados pelo país. O respingo gaúcho chega a R$ 2,4 bilhões e dá novo fôlego para a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Iniciado em 2001, o projeto de expansão da unidade já consumiu R$ 1,4 bilhão e deve absorver outros R$ 920 milhões só este ano. Quando tudo estiver pronto, no início de 2005, a empresa controlada pela Petrobras (70%) e pela espanhola Repsol (30%) terá capacidade de refino de 30 milhões de litros de petróleo por dia – uma expansão de 50%. É uma aposta no futuro. “A ampliação foi projetada para que pudéssemos atender a uma demanda maior do que a que existia quando o projeto foi concebido. Em 2005, na arrancada, teremos excedentes”, admite Hildo Henz, presidente da Refap. Para dar vazão ao maior volume que será produzido, a empresa já pensa em exportar diesel e gasolina e enviar parte dos combustíveis para São Paulo, o maior mercado consumidor do país. Outra saída é fortalecer o pólo petroquímico gaúcho, com a maior oferta de nafta – matéria-prima utilizada pela indústria petroquímica para a produção de eteno (veja a reportagem “Músculos à prova” nesta edição). “Estamos negociando e podemos afirmar que há várias empresas interessadas, como a Braskem, a Ipiranga e a Polibrasil”, revela Henz.

 

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