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Rogério
Kiefer

Não é tarefa fácil
pertencer ao time das empresas que fornecem para
as maiores companhias do Rio Grande do Sul. A
pesquisa Marcas Corporativas revela as empresas
que conseguiram furar o exigente bloqueio das
grandes corporações gaúchas
e como elas conseguiram a proeza. O levantamento
exclusivo foi realizado por AMANHÃ, em
parceria com a Segmento Pesquisas e Análise
de Mercado, com o objetivo de mostrar as marcas
de produtos e serviços mais utilizadas
pelas empresas que se destacaram no ranking Grandes
& Líderes do Estado. Não é
de hoje que AMANHÃ se debruça sobre
o universo das marcas. Há 14 anos, a revista
divulga a edição Top of Mind, com
as grifes mais lembradas pelos consumidores gaúchos
e paranaenses. Agora, entram em evidência
as marcas preferidas das principais companhias
do Sul. Em comum, as vencedoras da disputa têm
pelo menos uma característica: em vez de
empurrarem suas mercadorias e serviços,
elas se tornaram parceiras dos clientes.
O consumidor corporativo merece
essa atenção. A escala das compras
empresariais faz toda a diferença para
quem vende. Enquanto um consumidor usa uma ou
duas linhas telefônicas, por exemplo, uma
grande empresa pode necessitar de centenas. Se
gasta mais, também exige muito mais. O
poder de barganha e as imposições
de compra das grandes empresas são infinitamente
maiores que as dos clientes pessoa física.
É por isso que, para conquistar uma fatia
do suculento mercado corporativo, as empresas
se requebram em estratégias comerciais
específicas. Os grupos em destaque no ranking
Marcas Corporativas confirmam na prática
essa necessidade. Servimos quase como consultores
financeiros para as corporações,
relata José Hildebrando da Costa Lustoza,
diretor comercial do Banco do Brasil, a instituição
financeira mais utilizada pelas empresas consultadas.
Na mesma linha está a Dell, a marca líder
em computadores. Nossa equipe vai até
os clientes, vive o seu dia-a-dia e só
então monta a solução que
eles precisam, descreve Fernando Loureiro,
diretor de comunicação e assuntos
corporativos da empresa. Luiz Carlos Ramos, diretor
regional da Brasil Telecom, a campeã em
telefonia fixa, resume a estratégia para
vender para outras empresas: Algum tempo
atrás, os fornecedores tinham um produto
e o ofertavam, como em uma venda por catálogo.
Hoje, avaliamos a necessidade do cliente e oferecemos
soluções que atendam a demanda identificada.
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| Vivo patrocina
The Best Jump, em Porto Alegre,
interessada na aproximação com
a elite empresarial |
Tudo bem: o segredo é ser
parceiro. Mas por que, então, alguns parecem
ser mais parceiros que outros? Não
há uma regra genérica, algo como
cinco passos para conquistar o cliente corporativo.
As empresas também não conquistam
grandes corporações fazendo um lindo
anúncio. Provavelmente, elas apresentaram
uma proposta de relacionamento, que coincide com
a maneira com que os clientes conduzem seus negócios,
analisa o publicitário Ricardo Guimarães,
presidente da consultoria Thymus, de São
Paulo, especializada em gerenciamento de marcas.
Quem vende para empresas precisa
estar comprometido com os resultados do cliente.
Quando adquirem produtos e serviços,
as companhias querem melhorar seus próprios
processos. Ou seja: elas compram o sucesso. Por
isso, os fornecedores precisam conhecer intrinsecamente
a cadeia de valor do cliente, para satisfazer
até o consumidor dele, ensina José
Carlos Teixeira Moreira, diretor da JCTM Marketing
Industrial, um dos maiores especialistas em negócios
entre empresas do país.
Confira
as tabelas de Marcas Corporativas
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