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Adivinhe quem é o
autor da frase que segue: Você é
produto do seu pensamento. Lair Ribeiro?
Não. E o desta: A felicidade e o
bem-estar dependem principalmente e necessariamente
de nós. Roberto Shinyashiki? Negativo.
Duas dicas: não são brasileiros
e escreveram esses pensamentos antes do fim do
século. Do século 19. A primeira
é de 1890 e pertence a um escritor americano
chamado Prentice Mulford. A outra frase é
mais antiga ainda. Está na obra Ajuda-te,
do escocês Samuel Smiles, de 1859.
Agora, muita gente deve estar pensando que nada
mudou desde o tempo dos pioneiros da auto-ajuda
até hoje. Exagero. Houve mudanças,
sim. Desenvolveram-se novos métodos e técnicas
e, sobretudo, criaram-se novos conceitos. Na opinião
dos mais críticos, criaram
não é o termo certo. O correto seria
renomearam. Os sistemas de pensamento
motivacional estão sujeitos ao ritmo da
moda. Mas o conteúdo dessas proposições
é o mesmo há mais de 100 anos,
alfineta Francisco Rüdiger, professor de
pós-graduação da Faculdade
de Comunicação da PUC do Rio Grande
do Sul e autor do livro Literatura de Auto-Ajuda
e Individualismo.
Discussões à parte, o certo é
que esses conceitos fazem parte da mesma árvore
genealógica. O nome troca, mas o DNA se
mantém. E, muitas vezes, a mudança
de identidade tem a ver com o esgotamento de algum
termo. Foi o que houve com a Programação
Neurolingüística (PNL), que causou
frisson nos anos 80 e 90, no país, mas
anda ausente das manchetes já há
algum tempo. No entanto, a verdade é que
a PNL ou simplesmente neurolingüística,
como a técnica ficou mais conhecida
segue viva, seja com o nome de batismo, seja no
corpo de outras técnicas criadas mais recentemente.
A PNL surgiu no início dos anos 70, nos
Estados Unidos, oriunda dos estudos do matemático
Richard Bandler e do professor de Lingüística
John Grinder. O nome, assim como a definição
do conceito, é uma analogia com a informática.
Segundo Grinder e Bandler, o cérebro é
um hardware e funciona por meio de um software,
o pensamento. E, como todo software, o pensamento
também pode ser reprogramado. Está
aí o cerne da Programação
Neurolingüística: como organizar a
mente de modo a aumentar a eficiência pessoal
e profissional. Como, nesse caso, a linguagem
do software é a própria linguagem
dos homens, a comunicação tem papel-chave
no processo. Por isso, a PNL tem duas abordagens.
Uma é in-tramuros, ou seja, a pessoa olha
para dentro de si e percebe como organiza a própria
mente. Depois, é hora de olhar para o lado
e desvendar a estrutura mental do próximo.
E mais: o que se pode fazer para os pensamentos
dele se adequarem aos seus? Os próprios
Grinder e Bandler já se apressavam em afastar
qualquer caráter manipulatório na
técnica o objetivo era que a melhora
na comunicação fosse positiva para
todo o mundo, como define o princípio do
ganha-ganha.
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| Curso
de Programação Neurolingüística
de Sérgio Spritzer: um dos poucos a
contar com o respaldo de uma grande universidade
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A neurolingüística desembarcou no
Brasil, nos anos 80, e teve como principal apóstolo
o médico Lair Ribeiro. Ambos, o guru e
a técnica, permaneceram durante anos na
berlinda. Lair vendeu livros aos montes e deu
palestra por todo o país. A técnica
foi tema de centenas de reportagens e, com o tempo,
angariou milhares de adeptos.
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