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      Edição 179 - Julho de 2002
 

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É visível o dinamismo empresarial do Rio Grande do Sul. Basta dizer que, sozinho, o pelotão de frente composto pelas suas 100 maiores empresas e grupos fatura quase o mesmo que a soma das 200 companhias líderes do Paraná e de Santa Catarina. Contudo, tamanha vitalidade pode estar levando as empresas gaúchas a operar além dos limites de seu fôlego e a tomar cada vez mais recursos de terceiros. Nos últimos três anos, GRANDES & LÍDERES vem constatando um aumento nos níveis médios de endividamento das companhias rio-grandenses. Algo semelhante ao que se verifica no Paraná, mas em patamares mais altos. Em 2001, o endividamento das 100 maiores atingiu 56,6% dos ativos totais, o maior índice da Região Sul (veja comparativo dos Estados na abertura desta edição). As três empresas do grupo Varig presentes no ranking gaúcho contribuíram para elevar essa média.

O destaque positivo, na performance das gaúchas, é o crescimento. A soma dos valores ponderados de grandeza (VPG), indicador exclusivo que considera patrimônio, receita e lucro (ou prejuízo) líquido, foi 18,3% maior que no ano anterior. As vendas cresceram ainda mais: 24,1%,ultrapassando a marca dos R$ 70 bilhões.

Como em todo o país, a lucra-tividade andou modesta no Rio Grande do Sul. Medida em relação à receita líquida das 100 maiores, não passou de 2,7%. Se serve de consolo, registre-se que no ano anterior a rentabilidade fora de meros 2,3%.

Somados os lucros de quem fechou 2001 no azul, tem-se uma cifra de R$ 2,2 bilhões. É mais do que a soma dos prejuízos (R$ 1,6 bilhão), mas nada que empolgue. Na comparação com o ano anterior, o crescimento dos lucros acumulados, de 28%, foi equivalente ao dos prejuízos.

A lista vip do universo corpo-rativo gaúcho confirma algumas lideranças. O conglomerado Empresas Petróleo Ipiranga se mantém em primeiro lugar, não apenas no Estado, mas em toda a Região Sul, com um valor ponderado de grandeza de R$ 6,1 bilhões. É também a campeã de vendas: R$ 13,7 bilhões. A Gerdau segue vice-líder em VPG (no Estado e na Região Sul), além de repetir a condição de grupo com o maior patrimônio (R$ 3,8 bilhões) e o mais vistoso lucro líquido (R$ 557,4 milhões) entre as companhias do Rio Grande do Sul. O GBOEX é outra confirmação: continua imbatível nos quesitos de maior liquidez e menor endividamento.

 

As dez maiores do Rio Grande do Sul  VPG  VPG  
   Atual  Anterior  Variação
Posição Empresa / Grupo  (R$ Milhões)  (R$ Milhões)  (%)
1 Empresas Petróleo Ipiranga 6.110,60 5.263,26 16,10
2 Grupo Gerdau 4.523,42 3.565,33 26,87
3 Varig e Controladas 2.447,20 2.194,54 11,51
4 Alberto Pasqualini - REFAP S.A. 1.867,60 0,00  -  
5 Copesul e Controlada 1.658,69 1.592,42 4,16
6 Grupo Banrisul 970,09 774,63 25,23
7 CEEE - Cia. Estadual de Energia Elétrica 890,21 868,73 2,47
8 AES Sul Distrib. Gaúcha de Energia e Controlada 864,71 522,97 65,35
9 RGE - Rio Grande Energia e Controlada 860,33 861,71 0,16
10 Avipal e Controladas 823,58 695,82 18,36
* Valor Ponderado de Grandeza - ponderação entre patrimônio líquido ajustado (50%), receita bruta (40%) e resultado líquido de exercício (10%).
Clique aqui para receber o ranking das 100 maiores de cada estado

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