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É visível o dinamismo empresarial
do Rio Grande do Sul. Basta dizer que, sozinho,
o pelotão de frente composto pelas suas
100 maiores empresas e grupos fatura quase o mesmo
que a soma das 200 companhias líderes do
Paraná e de Santa Catarina. Contudo, tamanha
vitalidade pode estar levando as empresas gaúchas
a operar além dos limites de seu fôlego
e a tomar cada vez mais recursos de terceiros.
Nos últimos três anos, GRANDES &
LÍDERES vem constatando um aumento nos
níveis médios de endividamento das
companhias rio-grandenses. Algo semelhante ao
que se verifica no Paraná, mas em patamares
mais altos. Em 2001, o endividamento das 100 maiores
atingiu 56,6% dos ativos totais, o maior índice
da Região Sul (veja comparativo dos Estados
na abertura desta edição). As três
empresas do grupo Varig presentes no ranking gaúcho
contribuíram para elevar essa média.
O destaque positivo, na performance das gaúchas,
é o crescimento. A soma dos valores ponderados
de grandeza (VPG), indicador exclusivo que considera
patrimônio, receita e lucro (ou prejuízo)
líquido, foi 18,3% maior que no ano anterior.
As vendas cresceram ainda mais: 24,1%,ultrapassando
a marca dos R$ 70 bilhões.
Como em todo o país, a lucra-tividade
andou modesta no Rio Grande do Sul. Medida em
relação à receita líquida
das 100 maiores, não passou de 2,7%. Se
serve de consolo, registre-se que no ano anterior
a rentabilidade fora de meros 2,3%.
Somados os lucros de quem fechou 2001 no azul,
tem-se uma cifra de R$ 2,2 bilhões. É
mais do que a soma dos prejuízos (R$ 1,6
bilhão), mas nada que empolgue. Na comparação
com o ano anterior, o crescimento dos lucros acumulados,
de 28%, foi equivalente ao dos prejuízos.
A lista vip do universo corpo-rativo gaúcho
confirma algumas lideranças. O conglomerado
Empresas Petróleo Ipiranga se mantém
em primeiro lugar, não apenas no Estado,
mas em toda a Região Sul, com um valor
ponderado de grandeza de R$ 6,1 bilhões.
É também a campeã de vendas:
R$ 13,7 bilhões. A Gerdau segue vice-líder
em VPG (no Estado e na Região Sul), além
de repetir a condição de grupo com
o maior patrimônio (R$ 3,8 bilhões)
e o mais vistoso lucro líquido (R$ 557,4
milhões) entre as companhias do Rio Grande
do Sul. O GBOEX é outra confirmação:
continua imbatível nos quesitos de maior
liquidez e menor endividamento.
|
| As
dez maiores do Rio Grande do Sul |
VPG |
VPG |
|
| |
Atual |
Anterior |
Variação |
| Posição |
Empresa /
Grupo |
(R$ Milhões)
|
(R$ Milhões)
|
(%) |
| 1 |
Empresas
Petróleo Ipiranga |
6.110,60
|
5.263,26 |
16,10 |
| 2 |
Grupo Gerdau |
4.523,42 |
3.565,33 |
26,87 |
| 3 |
Varig
e Controladas |
2.447,20
|
2.194,54 |
11,51
|
| 4 |
Alberto Pasqualini
- REFAP S.A. |
1.867,60 |
0,00 |
- |
| 5 |
Copesul
e Controlada |
1.658,69
|
1.592,42
|
4,16
|
| 6 |
Grupo
Banrisul |
970,09
|
774,63 |
25,23
|
| 7 |
CEEE
- Cia. Estadual de Energia Elétrica |
890,21
|
868,73
|
2,47
|
| 8 |
AES
Sul Distrib. Gaúcha de Energia e Controlada |
864,71
|
522,97 |
65,35
|
| 9 |
RGE
- Rio Grande Energia e Controlada |
860,33 |
861,71 |
0,16 |
| 10 |
Avipal e Controladas |
823,58 |
695,82 |
18,36 |
| * Valor Ponderado
de Grandeza - ponderação entre
patrimônio líquido ajustado (50%),
receita bruta (40%) e resultado líquido
de exercício (10%). |

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