Especial
Voltar para página inicial
      Edição 178 - Junho de 2002
 

    Matéria de Capa
    Especial
    Entrevista
    Especial
Capa da edição



 
Quer receber notícias exclusivas da revista Amanhã?

(digite seu email)

 
Imprima esta matéria Dê sua opinião Indique este texto
Pioneiros do comércio eletrônico entre empresas tentam evitar novos erros de percurso trocando a intermediação pela prestação de serviços. Tudo ao gosto do cliente
James Görgen

Aviso às empresas que viveram ou testemunharam grandes fracassos de empreendimentos digitais business-to-business e agora nem pensam em sair da retranca: elas podem estar perdendo tempo e dinheiro.

Para entender por que, basta observar a trajetória de alguns dos desbravadores do comércio eletrônico que quase deram com os burros n’água, mas preferiram aprender com o erro e seguir em frente. Hoje, têm uma outra visão da rede mundial de computadores e, desta vez, esperam ganhar um bom dinheiro. Suas estratégias seguem um princípio simples, nas palavras do vice-presidente da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, Gérson Schmitt. “As empresas de B2B vão ser mais profissionais porque descobriram que o que funciona é a venda de serviços e não a intermediação.”

Presidente do Conselho de Administração da catarinense Paradigma, Schmitt observou de perto o desastre de suas clientes, empresas pontocom que nos últimos três anos compraram a aplicação WBC Paradigma para desenvolver soluções de comércio eletrônico. Segundo ele, o segmento parece ter amadurecido nos últimos 12 meses. A consistência estaria apoiada em alguns sólidos alicerces: 1) a opção por negócios existentes fora do ambiente virtual (os chamados empreendimentos de tijolo e argamassa); 2) a simplificação e o encurtamento dos processos de compra por meio de sistemas de e-commerce; 3) redução de custos destes processos e, conseqüentemente, maior penetração no mercado visado pelo empreendimento. Tudo baseado nos três “C” do business-to-business digital: comércio, conteúdo e comunidade. Ou seja, vai prosperar aquele projeto de comércio eletrônico que a um só tempo realizar as transações comerciais, oferecer conteúdo atrativo (de informação jornalística até legislação e dados estatísticos sobre aquele mercado) e formar uma comunidade que gravite em torno do site.

O Mercador.com, criado em março de 2000, encaixa-se muito bem no enunciado de Schmitt. O site começou tentando atingir as 55 mil lojas de supermercados do país e seus 100 mil fornecedores e atraí-los a um mesmo portal, no qual todos fariam negócios entre si. A tarefa se mostrou hercúlea. “Sem um catálogo-padrão, isso não funciona”, constatou Paulo Afonso Feijó, principal executivo do Mercador.com e presidente da Fe-derasul – Federação das Associações Comerciais do Rio Grande do Sul. Segundo ele, digitalizar um catálogo de 450 mil produtos, formatando uma linguagem comum, é trabalho caro e lento. Para se ter uma idéia, até hoje, o Mercador inseriu menos de 10% deste total de produtos no catálogo do portal. Enquanto isso não puder ser feito na totalidade, acredita Feijó, o “e” do e-commerce não se estabelece.

Imprimir Dê sua opinião Indique este texto

      • Dicas a marinheiros de primeira viagem
      • O ABC do B2B

     

Copyright © Revista Amanhã - Conectt Marketing Interativo