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Aviso às empresas que viveram ou testemunharam
grandes fracassos de empreendimentos digitais
business-to-business e agora nem pensam
em sair da retranca: elas podem estar perdendo
tempo e dinheiro.
Para entender por que, basta observar a trajetória
de alguns dos desbravadores do comércio
eletrônico que quase deram com os burros
nágua, mas preferiram aprender com
o erro e seguir em frente. Hoje, têm uma
outra visão da rede mundial de computadores
e, desta vez, esperam ganhar um bom dinheiro.
Suas estratégias seguem um princípio
simples, nas palavras do vice-presidente da Câmara
Brasileira de Comércio Eletrônico,
Gérson Schmitt. As empresas de B2B
vão ser mais profissionais porque descobriram
que o que funciona é a venda de serviços
e não a intermediação.
Presidente do Conselho de Administração
da catarinense Paradigma, Schmitt observou de
perto o desastre de suas clientes, empresas pontocom
que nos últimos três anos compraram
a aplicação WBC Paradigma para desenvolver
soluções de comércio eletrônico.
Segundo ele, o segmento parece ter amadurecido
nos últimos 12 meses. A consistência
estaria apoiada em alguns sólidos alicerces:
1) a opção por negócios existentes
fora do ambiente virtual (os chamados empreendimentos
de tijolo e argamassa); 2) a simplificação
e o encurtamento dos processos de compra por meio
de sistemas de e-commerce; 3) redução
de custos destes processos e, conseqüentemente,
maior penetração no mercado visado
pelo empreendimento. Tudo baseado nos três
C do business-to-business digital:
comércio, conteúdo e comunidade.
Ou seja, vai prosperar aquele projeto de comércio
eletrônico que a um só tempo realizar
as transações comerciais, oferecer
conteúdo atrativo (de informação
jornalística até legislação
e dados estatísticos sobre aquele mercado)
e formar uma comunidade que gravite em torno do
site.
O Mercador.com, criado em março de 2000,
encaixa-se muito bem no enunciado de Schmitt.
O site começou tentando atingir as 55 mil
lojas de supermercados do país e seus 100
mil fornecedores e atraí-los a um mesmo
portal, no qual todos fariam negócios entre
si. A tarefa se mostrou hercúlea. Sem
um catálogo-padrão, isso não
funciona, constatou Paulo Afonso Feijó,
principal executivo do Mercador.com e presidente
da Fe-derasul Federação das
Associações Comerciais do Rio Grande
do Sul. Segundo ele, digitalizar um catálogo
de 450 mil produtos, formatando uma linguagem
comum, é trabalho caro e lento. Para se
ter uma idéia, até hoje, o Mercador
inseriu menos de 10% deste total de produtos no
catálogo do portal. Enquanto isso não
puder ser feito na totalidade, acredita Feijó,
o e do e-commerce não se estabelece.
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