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Atenção para as notícias
que estarão nos jornais de 2003: no Paraná,
as cidades-satélite de Foz do Iguaçu
reformam seu sistema de saneamento para melhor
receber os turistas que visitam as cataratas.
Uma estrada começa a ser construída
entre São Joaquim, em Santa Catarina, e
Bom Jesus, no Rio Grande do Sul, e promete revigorar
o fluxo turístico desses municípios.
E, na serra gaúcha, os comerciantes e técnicos
em hotelaria de Gramado e Canela comemoram a expansão
do aeroporto local. Em toda a Região Sul,
os turistas desembarcam aos montes, dispostos
a gastar até US$ 100 por dia em roteiros
de todo tipo, especialmente ecológicos
e históricos.
Se exagerada ou não, só o tempo
dirá. Mas é com esta expectativa
que trabalham os empresários e as autoridades
ligadas ao turismo na Região Sul. Há
praticamente um consenso, entre eles, de que as
obras listadas acima estão muito próximas
da realidade. A partir de janeiro, cada uma delas
deverá receber as primeiras parcelas de
financiamento do Programa de Desenvolvimento do
Turismo na Região Sul (Prodetur-Sul), promovido
pela Empresa Brasileira de Turismo (Embratur)
em conjunto com o Banco Interamericano de Desenvolvimento
(BID). Ao todo, o programa injetará US$
400 milhões em infra-estrutura e promoção
turística no Mato Grosso do Sul, no Paraná,
em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. O objetivo?
Explorar a fundo as centenas de atrações
da região e, quem sabe, transformá-la
num dos principais pólos de turismo do
Brasil. É uma ini-ciativa fundamental.
O Sul tem potencial de sobra para crescer nesse
setor, acredita Milton Zuanazzi, que acaba
de deixar a Secretaria de Turismo do Rio Grande
do Sul e tem sido um dos articuladores do Prodetur-Sul.
Para liberar a dinheirama, claro, o programa impõe
uma série de exigências. Determina,
por exemplo, que Rio Grande do Sul, Santa Catarina
e Paraná dividam a bolada em fatias iguais
de US$ 120 milhões o Mato Grosso
do Sul fica com a sobra de US$ 40
milhões. Também estabelece que os
recursos sejam usados apenas em iniciativas que
desenvolvam o turismo e, ao mesmo tempo, melhorem
a qualidade de vida da população
local. Como se não bastasse, as obras precisam
ter potencial para fisgar investimentos privados.
Essa exigência, aliás, é do
próprio BID. Como banca quase metade do
programa, a instituição quer que
o Prodetur também ajude no crescimento
sustentável do país
expressão que já virou lema nas
obras amparadas pelo banco.
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