|
|
Florianópolis supera Joinville em
poder de compra.
Canoas bate Pelotas. E Porto Alegre se fortalece,
mas não alcança Curitiba.
|
Há boas surpresas no ranking dos municípios com
maior potencial de consumo na Região Sul. A novidade
de maior impacto é a afirmação de Florianópolis
como o maior centro de consumo de Santa Catarina. Que novidade,
você pode pensar na suposição de
que, em qualquer Estado, a capital é sempre a cidade
mais rica. Ocorre que Santa Catarina era uma exceção
no país. Ali, a supremacia sempre esteve com Joinville.
Este foi o ano da virada. E o mais surpreendente é a
circunstância em que Florianópolis passou à
frente.
A ascensão de Florianópolis se deveu à
correção de uma, digamos, barbeiragem estatística
cometida pelo Censo de 1996 do IBGE. A estimativa anterior da
população, de 271 mil habitantes em 1996, foi
revista este ano para quase 332 mil. Com a correção
da população, a tendência é haver
um aumento da participação
do município no montante do consumo nacional, afirma
Marcos Pazzini, diretor da Target, empresa responsável
pela pesquisa. Pazzini apurou um aumento de 0,11 ponto no percentual
da capital catarinense em relação ao do ano passado,
e com isso a sua fatia no consumo nacional pulou de 0,36% para
0,47%.
A correção nos dados do IBGE explica apenas parte
desse salto. O fato é que Florianópolis tem aproveitado
sua vocação turística para alavancar o
setor de comércio e serviços. o setor hoteleiro
tem crescido 10% ao ano, nos últimos dez anos,
festeja Volnei Koch, presidente da Associação
Brasileira de Hotéis em Santa Catarina. A ocupação
dos hotéis se reflete vigorosamente no movimento do comércio
e dos serviços na cidade de Guga Kuerten apontado
por Koch como
o grande responsável pelo marketing da ilha.
A construção do Centro de Convenções
de Florianópolis, junto à entrada da cidade, também
está mudando a dimensão do turismo na região.
Com o empreendimento, que custou R$ 11,5 milhões, a ocupação
dos hotéis pulou de quase zero na baixa temporada para
35%. Somente o evento de tecnologia Futurecom, tradicionalmente
realizado em Curitiba, deixou cerca de R$ 6 milhões em
Florianópolis. As pessoas que atendem os turistas
se profissionalizaram. Além disso, a cidade é
linda, o trânsito é mais tranqüilo e há
uma vida noturna intensa, exulta a gerente-geral do Centro
de Convenções, Cristiane Reitz.
A qualidade de vida não atrai somente turistas, mas também
novos e endinheirados moradores, como registrou AMANHÃ
de outubro. A imigração, segundo a prefeita Ângela
Amin, não é apenas de pessoas de classe média
em busca de qualidade de vida. Há empresários
que se mudam com a família para Florianópolis
e se mantêm trabalhando em São Paulo.
 |
|
O Centro de Convenções
de Florianópolis é um dos motores do turismo
de eventos
|
Reversão O ranking dos municípios apontou,
este ano, uma nova tendência, segundo Pazzini. Se no ano
passado as maiores taxas de crescimento foram registradas por
municípios pequenos,
em 2001 quem evoluiu foram as capitais.
De cada US$ 100 gastos no Brasil,
a cidade do Rio de Janeiro leva
US$ 6,26, ante US$ 5,92 em 2000.
A participação de BeloHorizonte subiu
de US$ 1,96 para US$ 2,09, e a
de Curitiba,de US$ 1,94 para US$ 2,01. Com poucas exceções,
as outrascapitais seguiram o mesmo caminho. Entre elas, Porto
Alegre mostrou um novo vigor. A participação da
capital gaúcha no consumo nacional evoluiu, em um ano,
de 1,78% para 1,90%. Ainda assim, não conseguiu alcançar
Curitiba (2,01%).
Entre as cidades do interior, a virada mais expressiva aconteceu
no Rio Grande do Sul. A cidade de Canoas, na Região Metropolitana
de Porto Alegre, assumiu o terceiro lugar no ranking de potencial
de consumo das dez maiores cidades do Rio Grande do Sul, desbancando
Pelotas. O índice de Canoas não aumentou. Pelotas
é que caiu. Sua participação no consumo
nacional encolheu de 0,25 para 0,24. Queda pequena, mas que
reflete uma tendência de estagnação em curso
desde 1999.
|
  |
|
|
|
|
  |