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Se há uma conclusão que se pode extrair depois
de seis anos de elaboração do Ranking dos Estados,
é esta: à exceção de São
Paulo, que reina absoluto, e Santa Catarina, encastelado na
sexta posição a milhas de distância tanto
do quinto quanto do sétimo colocados, ninguém
mais tem posição garantida. Desde que AMANHÃ
e a Simonsen
Associados divulgaram o ranking pela primeira vez,
em 1996, o que se assistiu foi um troca-troca constante de
posições. Que o diga Minas Gerais, que começou
no terceiro lugar e caminhou lenta e gradualmente rumo à
vice-liderança. Ou Paraná e Rio Grande do Sul,
protagonistas da briga mais parelha do ranking (leia texto
a seguir). Ou ainda o Distrito Federal, que iniciou numa tranqüila
sétima posição e, desde então,
afundou ano após ano, até um discreto 11º
lugar.
Bom para Pernambuco, que desde 1996 esperava no primeiro lugar
da fila e conseguiu, finalmente, figurar entre os dez mais.
É bem verdade que a ultrapassagem se deu mais por culpa
da freada súbita do Distrito Federal, cuja pontuação
caiu 10% no ranking de competividade, do que por mérito
pernambucano. O Distrito Federal ainda é muito
dependente do setor público. E o setor público
tem tido dificuldade para investir nos últimos anos,
observa Antônio Cordeiro, sócio- diretor da Simonsen
Associados e responsável técnico pelo levantamento.
Ou seja, começa a pesar na balança o esforço
empreendido pelo governo federal para controlar despesas e
acertar as suas contas. O longo congelamento de salários
do funcionalismo apresenta, enfim, sua conta. Nos cálculos
do economista Júlio Miragai, um dos principais analistas
da economia do Distrito Federal, os gastos públicos
representam 58% da massa de investimentos no Estado. Ele lembra
ainda que, desde 1992, o setor público não gera
mais empregos. Brasília vive uma crise de identidade.
Foi projetada para ter 500 mil habitantes e desempenhar funções
políticas. Mas virou uma metrópole com população
de 2 milhões, explica Miragai.
A solução seria um aumento nos investimentos
na indústria brasiliense, hoje praticamente inexistente.
Basta olhar as exportações do Estado no ano
passado para perceber que a produção por lá
é modestíssima. Todos os embarques ao exterior
não passaram de US$ 1,6 milhão.
Felizmente, para a economia brasiliense, ainda há algumas
gorduras para queimar. O Estado continua líder em alguns
quesitos importantes, como PIB per capita e potencial de consumo
por habitante. Afinal, o padrão salarial dos funcionários
públicos que moram em Brasília, mesmo que estacionado,
é alto.
Problemas de Brasília à parte, é claro
que o ingresso de Pernambuco no grupo de elite não
é obra do acaso. Afetado pela crise no setor sucro-alcooleiro
ao longo dos anos 90, o Estado vem, aos poucos, recuperando
o vigor graças à diversificação
econômica. De dois anos para cá, Pernambuco
vem crescendo acima da média do Nordeste, atesta
Herôdoto Moreira, ex-economista da Sudene e um atento
observador da região. Uma das áreas que mais
têm recebido investimentos é a de logística.
O Estado tem posição estratégica dentro
do Nordeste, o que está levando muitas empresas a instalar
centros de distribuição para toda a região.
Para completar, foi inaugurado, há dois anos, o Porto
de Suape, um dos mais modernos do país. Se você
traçar um compasso num raio de 300 quilômetros
em volta de Recife, você terá um mercado fabuloso,
sustenta o economista Guerino Edécio da Silva, professor
da Universidade de Fortaleza.
| Os
mais competitivos: |
| Os números
indicam o quanto, percentualmente, cada Estado ultrapassa
ou fica aquém da média brasileira. Considera-se
a média dos 27 Estados igual a 100%. |
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SP
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182,2 |
|
MG
|
 |
163,6 |
|
RJ
|
 |
162,6 |
|
PR
|
 |
157,4
|
|
RS
|
 |
157,3 |
|
SC
|
 |
150,0 |
|
BA
|
 |
131,7 |
|
ES
|
 |
130,9 |
|
GO
|
 |
124,0 |
|
PE
|
 |
114,0 |
|
DF
|
 |
110,6 |
|
PA
|
 |
107,1 |
|
MT
|
 |
104,9 |
|
MS
|
 |
102,9 |
|
CE
|
 |
92,5 |
Fonte: Simonsen Associados,
com base em indicadores de riqueza e infra-estrutura
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