|
Para um local em que a temperatura média é
de 30 graus negativos, Marte tem sido um assunto bem quente
nos últimos tempos. Em abril, a Nasa lançou
o foguete Odisséia Marte que, até outubro, deve
entrar na órbita do Planeta Vermelho para mapear sua
superfície em busca de depósitos de água
e medindo os níveis de radiação. Até
2003, a agência planeja fazer decolar dois veículos
exploradores e dezenas de satélites. E dezenas de naves
de agências espaciais americanas, européias e
asiáticas estão com o desembarque agendado para
as próximas duas décadas.
Já há até simulações da
vida em Marte: 25 pesquisadores estão morando em uma
base de exploração em Devon Island, território
do noroeste canadense, em um ensaio de como seria viver e
trabalhar em Marte. A Flashline Mars Artic Research Station
é um posto avançado de US$ 1 milhão construído
sobre um platô gelado do deserto polar, escolhido por
oferecer condições semelhantes às daquele
planeta. O time de pesquisadores 19 homens e seis mulheres,
entre engenheiros, geólogos, médicos, físicos,
biólogos e, é claro, um técnico em internet
com dedicação exclusiva habitará
um cilindro de fibra de vidro de dois andares de onde estudará
as estratégias, as tecnologias e os projetos necessários
para que humanos explorem e residam em Marte. O Discovery
Channel pagou cerca de US$ 200 mil pelos direitos exclusivos
da transmissão. Há planos para se construir
mais três estações adicionais, uma nos
EUA, outra na Islândia e a terceira na Austrália.
A estação no Ártico é a menina
dos olhos da Sociedade Marte, grupo fundado em 1998 por Robert
Zubrin, ex-engenheiro espacial da Lockhead Martin que, agora,
dirige a Lakewood, firma de pesquisa e desenvolvimento que
resulta de uma associação da Pioneer Astronautics
com a Nasa. A sociedade tem cerca de 4 mil integrantes. Zubrin
acredita que o ser humano está destinado a pisar em
Marte nos próximos dez anos, com ou sem apoio financeiro
do governo. Ele imagina ainda que, na seqüência,
ondas de exploradores colonizem o Planeta Vermelho, dando
a ele um aspecto terrestre em poucas gerações.
|