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Edição 169 - Agosto de 2001  

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Tom McNichol

Para um local em que a temperatura média é de 30 graus negativos, Marte tem sido um assunto bem quente nos últimos tempos. Em abril, a Nasa lançou o foguete Odisséia Marte que, até outubro, deve entrar na órbita do Planeta Vermelho para mapear sua superfície em busca de depósitos de água e medindo os níveis de radiação. Até 2003, a agência planeja fazer decolar dois veículos exploradores e dezenas de satélites. E dezenas de naves de agências espaciais americanas, européias e asiáticas estão com o desembarque agendado para as próximas duas décadas.

Já há até simulações da vida em Marte: 25 pesquisadores estão morando em uma base de exploração em Devon Island, território do noroeste canadense, em um ensaio de como seria viver e trabalhar em Marte. A Flashline Mars Artic Research Station é um posto avançado de US$ 1 milhão construído sobre um platô gelado do deserto polar, escolhido por oferecer condições semelhantes às daquele planeta. O time de pesquisadores – 19 homens e seis mulheres, entre engenheiros, geólogos, médicos, físicos, biólogos e, é claro, um técnico em internet com dedicação exclusiva – habitará um cilindro de fibra de vidro de dois andares de onde estudará as estratégias, as tecnologias e os projetos necessários para que humanos explorem e residam em Marte. O Discovery Channel pagou cerca de US$ 200 mil pelos direitos exclusivos da transmissão. Há planos para se construir mais três estações adicionais, uma nos EUA, outra na Islândia e a terceira na Austrália.

A estação no Ártico é a menina dos olhos da Sociedade Marte, grupo fundado em 1998 por Robert Zubrin, ex-engenheiro espacial da Lockhead Martin que, agora, dirige a Lakewood, firma de pesquisa e desenvolvimento que resulta de uma associação da Pioneer Astronautics com a Nasa. A sociedade tem cerca de 4 mil integrantes. Zubrin acredita que o ser humano está destinado a pisar em Marte nos próximos dez anos, com ou sem apoio financeiro do governo. Ele imagina ainda que, na seqüência, ondas de exploradores colonizem o Planeta Vermelho, dando a ele um aspecto terrestre em poucas gerações.

 
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