Voltar para página inicial
Edição 169 - Agosto de 2001  

    Matéria de Capa
    Wired
    Entrevista
    Especial
Capa da edição



 
Quer receber notícias exclusivas da revista Amanhã?

(digite seu email)

 
Imprimir Dê sua opinião Indique este texto
 
 

No final de 1999, a Business Week deu o seguinte conselho para as empresas norte-americanas de software: cuidem-se, ou levarão uma rasteira dos fabricantes da Índia e do Brasil e perderão o posto de líderes mundiais nesse segmento. A revista dizia ainda que “a vantagem competitiva desses dois países será a qualidade, o virtual extermínio de todos os bugs que infestam os programas desenvolvidos nos Estados Unidos”. Está certo, a publicação exagerou um pouco na dose, e os EUA continuam mandando na indústria de software, mas o fato é que a reportagem detectava o surgimento de dois importantes pólos.

Passado um ano e meio, a comparação entre os dois países emergentes chega a ser covardia. Em 2000, a Índia exportou US$ 6,8 bilhões em software, e o Brasil – prepare-se –, míseros US$ 100 milhões. Para se ter um parâmetro, é menos do que a gaúcha Marcopolo vendeu para o exterior no ano passado (US$ 128 milhões). “Isso que o Brasil e a Índia produzem a mesma quantidade de programas. Também não ficamos atrás em termos de tecnologia”, avalia Max Gonçalves, presidente da Fenasoft, uma das maiores feiras de informática e internet do Brasil.

Crentes de que o país tem potencial para ser muito, mas muito mais competitivo, o governo e a indústria da tecnologia da informação se articulam para ver se conseguem finalmente fazer decolar o software brasileiro. É claro que não é a primeira, nem a segunda tentativa. Esse movimento já dura pelo menos uma década, quando da criação da Sociedade para Promoção da Exportação de Software (Softex). Mas algumas pistas indicam que, desta vez, o resultado pode ser diferente. Principalmente quando se tem uma visão geral dessa movimentação. Depois de aprenderem com os próprios erros, tanto o governo quanto a indústria parecem mais dispostos do que nunca a depositar esforços nessa briga. A tática é ser mais competitivo no mercado interno para depois, aí sim, vender lá fora. Observando mais de perto, no entanto, percebe-se que ainda estão longe de um consenso e de definir, afinal, qual o melhor caminho para isso.
 
Copyright © Revista Amanhã - Conectt Marketing Interativo