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Um mercado potencial de US$ 1 bilhão ao ano está
tomando forma no Brasil, motivado por um problema ambiental
conhecido há quase três décadas, mas só
agora levado a sério o efeito estufa. Em todos
os cantos do país, pipocam projetos quase sempre caríssimos,
sobretudo à base do chamado seqüestro de
carbono. É um novo nome para o processo de retirada
do gás carbônico presente na atmosfera. Emitido
por diversos setores da indústria, o carbono é
o principal causador do efeito estufa, capaz de provocar o
aquecimento da Terra em níveis insuportáveis
ao homem.
Plantio de florestas (para o seqüestro de carbono), construção
de usinas eólicas (que funcionam com a força
do vento), reaproveitamento de resíduos como casca
de arroz e bagaço de cana-de-açúcar (para
renovar a matriz energética) e reciclagem do metano
gás existente nos lixões são
os meios mais promissores no Brasil. Quase todos devem ser
adotados em massa ao longo da década. Hoje, há
estimativas de que esse negócio já movimente
US$ 100 milhões anuais no Brasil, somando os programas
recém-iniciados, consultorias e pesquisas.
Mata nativa da Battistella: o gás carbônico
que há na floresta pode render lucros à
empresa |
Tudo decorrente do chamado Protocolo de Kyoto, firmado em
1997 por 170 países, estipulando limites para a poluição
do ar. No texto, está escrito que, entre 2008 e 2012,
a emissão do volume de gases no planeta terá
de cair 5,2%, comparativamente a 1990. Cada nação
tem sua cota. E os países industrializados são
os que têm mais contas a acertar. Como conseguir isso?
Diminuir o uso de combustíveis fósseis (petróleo,
carvão e gás natural) é um dos caminhos.
Ou buscar eficiência energética.
Empresas e organismos internacionais são (e serão)
os principais financiadores dos projetos de seqüestro
de carbono em território brasileiro, inclusive nas
zonas economicamente atrasadas a Metade Sul do Rio
Grande do Sul e o sertão do Nordeste são duas
delas. Por uma razão simples: no Brasil, o custo de
um projeto verde é mais baixo do que nas nações
industrializadas. E há muita, muita terra disponível
para reflorestamentos, método que deve prevalecer sobre
os demais na corrida das empresas que querem se tornar ecologicamente
corretas.
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