|
Basta uma informação para demonstrar o principal
fenômeno no ranking das 500 maiores do Sul: somados,
os faturamentos das empresas de Porto Alegre e Curitiba representam
54% do total. E as regiões metropolitanas nem estão
incluídas no cálculo. Acrescente-se a essas
duas cidades a outra capital, Florianópolis, mais Caxias
do Sul e Joinville, e as cinco acumulam 70% do total dos patrimônios.
Detalhe: territorialmente, esses municípios representam
uma ínfima parte da região.
O fenômeno é mais acentuado no Paraná.
Nada menos que 57% das empresas paranaenses que aparecem no
ranking estão instaladas na capital. Nos anos
90, a maioria dos investimentos foi destinada a Curitiba.
É só ver a indústria automotiva, destaque
da última década, que está na região
metropolitana, observa Sieglind da Cunha, diretora de
pesquisas do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico
e Social (Ipardes). Na avaliação de Sieglind,
a tendência é de, cada vez mais, as companhias
se amontoarem ou dentro ou próximas de grandes centros
urbanos. Elas procuram se instalar onde há infra-estrutura
e um pólo produtivo já formado, informa
Sieglind.
Mesmo no Rio Grande do Sul, onde as empresas estão
ligeiramente mais distribuídas que no Paraná,
a concentração é gritante. A Grande Porto
Alegre ocupa 138 posições do ranking, mais do
que todo o Estado de Santa Catarina e um pouco menos do que
a totalidade do Paraná. Os empresários
em geral buscam a concentração. Dificilmente
você verá o surgimento de uma grande empresa
em Uruguaiana (cidade localizada na fronteira gaúcha
com a Argentina), que é distante dos principais aeroportos,
por exemplo, avalia Luis Roque Klering, coordenador
do Núcleo de Estudos e Tecnologia de Gestão
Pública da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(UFRGS).
|
|