Voltar para página inicial
Edição 165 - Abril de 2001  

    Matéria de Capa
    Wired
    Entrevista
    Especial
Capa da edição



 
Quer receber notícias exclusivas da revista Amanhã?

(digite seu email)

 
Imprimir Dê sua opinião Indique este texto
 




James Görgen*

Tijolo e argamassa, analogia usada para identificar as grandes empresas da Velha Economia, é tudo o que a internet precisa para continuar de pé nos próximos anos. E permanecer ganhando dinheiro. Sim, porque, ao contrário do que muita gente vem dizendo, é possível lucrar com a rede mundial de computadores. Como? Deixando de enxergar a web como um mundo onde tudo o que se toca vira ouro. Desde o início do boom, quem optou por ajudar o mercado corporativo a entrar na rede começou a colher bons frutos no meio da tempestade.

A crise que estourou a bolha de ações da Nova Economia derrubou a Nasdaq – a bolsa de valores onde se negociam os papéis dos maiores players do setor tecnológico – em 14 de abril de 2000. No outro dia, o mercado começou a cobrar resultados dos investimentos destinados às ponto-com. A avalanche de demissões e falências que se seguiu ao minicrash da Nasdaq é conhecida de todos e já foi bastante explorada pela imprensa. Passado o desespero inicial, é hora de “repensar a internet”. A frase foi estampada na capa de um relatório especial da respeitável publicação norte-americana Business Week. Como se verá nas próximas páginas, quem avaliou bem a internet antes de se aventurar em um negócio na rede não está precisando repensá-la. No máximo, vem aparando arestas, enquanto prepara o terreno para crescer mais daqui para a frente.

De forma geral, os protagonistas dessa história bem-sucedida da web são como alguns comerciantes dos Estados Unidos no século 19. Enriqueceram vendendo pás e picaretas aos garimpeiros em meio à euforia da corrida do ouro. Só que os garimpeiros de hoje não são pessoas físicas, mas empresas com sólidos alicerces na economia real. As picaretas e pás são softwares de integração de sistemas e expertise para criar soluções de e-business. Se, de um ano e meio para cá, as companhias descobriram a rede como uma grande ferramenta de comunicação e de redução nos custos comerciais, os próximos dois anos deverão consolidar soluções mais complexas. Algumas delas: integração de processos de gestão a sistemas digitais, criação de ferramentas de e-procurement e CRM (leia quadro “Alguns conceitos do novo mundo de TI”). Acrescente-se, ainda, desenvolvimentos de sites de relacionamento e e-marketplace.

Os homens e mulheres que aprenderam a ganhar dinheiro com a web entenderam isso nos primeiros anos da internet brasileira, entre 1996 e 1998. Hoje, estão evangelizando as corporações da Velha Economia e guiando executivos nessa transição para o ambiente virtual de resultados.

Ferramenta de integração – “Precisamos entender onde a internet facilita e onde complica”, diz o diretor executivo da AG2, Cesar Paz. Segundo Cesar, que a partir de Porto Alegre desenvolve soluções para clientes como Grupo Iguatemi, Tintas Renner e DM9DDB, uma das grandes dificuldades é o fosso que separa a cultura das empresas tradicionais dos conceitos exigidos no ambiente virtual. “Temos de integrar o mundo físico à internet”, concorda o diretor-geral do Grupo Assa no Brasil, Luiz Francisco Lima. “A capacidade da rede de atingir individualmente milhões de pessoas é muito forte. A maioria não sabe o que fazer com isso”, completa.
 
*Colaborou Guilherme Diefenthaeler
Imprimir Dê sua opinião Indique este texto
     • Nove provedores de soluções web e suas performances invejáveis
     • Alguns conceitos do novo mundo TI
   
     
 
Copyright © Revista Amanhã - Conectt Marketing Interativo