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James Görgen* |
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Tijolo e argamassa, analogia usada para identificar as grandes
empresas da Velha Economia, é tudo o que a internet precisa
para continuar de pé nos próximos anos. E permanecer
ganhando dinheiro. Sim, porque, ao contrário do que muita
gente vem dizendo, é possível lucrar com a rede
mundial de computadores. Como? Deixando de enxergar a web como
um mundo onde tudo o que se toca vira ouro. Desde o início
do boom, quem optou por ajudar o mercado corporativo a entrar
na rede começou a colher bons frutos no meio da tempestade.
A crise que estourou a bolha de ações da Nova
Economia derrubou a Nasdaq a bolsa de valores onde se
negociam os papéis dos maiores players do setor tecnológico
em 14 de abril de 2000. No outro dia, o mercado começou
a cobrar resultados dos investimentos destinados às ponto-com.
A avalanche de demissões e falências que se seguiu
ao minicrash da Nasdaq é conhecida de todos e já
foi bastante explorada pela imprensa. Passado o desespero inicial,
é hora de repensar a internet. A frase foi
estampada na capa de um relatório especial da respeitável
publicação norte-americana Business Week. Como
se verá nas próximas páginas, quem avaliou
bem a internet antes de se aventurar em um negócio na
rede não está precisando repensá-la. No
máximo, vem aparando arestas, enquanto prepara o terreno
para crescer mais daqui para a frente.
De forma geral, os protagonistas dessa história bem-sucedida
da web são como alguns comerciantes dos Estados Unidos
no século 19. Enriqueceram vendendo pás e picaretas
aos garimpeiros em meio à euforia da corrida do ouro.
Só que os garimpeiros de hoje não são pessoas
físicas, mas empresas com sólidos alicerces na
economia real. As picaretas e pás são softwares
de integração de sistemas e expertise para criar
soluções de e-business. Se, de um ano e meio para
cá, as companhias descobriram a rede como uma grande
ferramenta de comunicação e de redução
nos custos comerciais, os próximos dois anos deverão
consolidar soluções mais complexas. Algumas delas:
integração de processos de gestão a sistemas
digitais, criação de ferramentas de e-procurement
e CRM (leia quadro Alguns conceitos do novo mundo de TI).
Acrescente-se, ainda, desenvolvimentos de sites de relacionamento
e e-marketplace.
Os homens e mulheres que aprenderam a ganhar dinheiro com a
web entenderam isso nos primeiros anos da internet brasileira,
entre 1996 e 1998. Hoje, estão evangelizando as corporações
da Velha Economia e guiando executivos nessa transição
para o ambiente virtual de resultados.
Ferramenta de integração Precisamos
entender onde a internet facilita e onde complica, diz
o diretor executivo da AG2, Cesar Paz. Segundo Cesar, que a
partir de Porto Alegre desenvolve soluções para
clientes como Grupo Iguatemi, Tintas Renner e DM9DDB, uma das
grandes dificuldades é o fosso que separa a cultura das
empresas tradicionais dos conceitos exigidos no ambiente virtual.
Temos de integrar o mundo físico à internet,
concorda o diretor-geral do Grupo Assa no Brasil, Luiz Francisco
Lima. A capacidade da rede de atingir individualmente
milhões de pessoas é muito forte. A maioria não
sabe o que fazer com isso, completa. |
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| *Colaborou Guilherme Diefenthaeler |
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