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Guilherme Diefenthaeler |
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É a crônica da escassez anunciada. Desde
o ano passado, pelo menos, os próprios fornecedores
vêm alertando para o risco de faltar fibra ótica
no mercado. Pois o problema está se confirmando.
Há uma enorme demanda reprimida nesse setor.
E a carência não afeta apenas o Brasil,
constata o gerente de tecnologia da Lucent, Marcelo
Giacaglia. É da Lucent o investimento mais recente
na produção nacional de fibras óticas:
uma moderna fábrica inaugurada em outubro, na
cidade de Campinas (SP). O empreendimento consumiu fatia
razoável dos US$ 50 milhões despendidos
pela companhia no país, em 2000.
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| Fibras óticas: demanda
só vai se equilibrar em três anos |
Em 2001, a planta paulista deve fabricar 12 mil quilômetros
de cabos. No espaço de um ano, a empresa elevou
em 60% o volume de produção na área
de equipamentos óticos. Com a sofisticação
dos serviços, a tendência é de que
a demanda explosiva por fibras óticas perdure
por alguns anos, estima Giacaglia. Onde isso vai
parar? Para responder, precisaria uma bola de
cristal.
De qualquer maneira, dizer que há demanda reprimida
não é exagero. Segundo o site Telecom
Online, a diferença entre o que o mercado brasileiro
poderia comprar e o que as fábricas locais conseguem
oferecer ultrapassou 700 mil quilômetros de fibras
em 2000. Estamos vivendo uma corrida contra o
tempo. Quem ocupar mais espaços poderá
expandir sua atuação, entende Ivo
Gramkow, diretor da catarinense Tigre, que atua em outro
pedaço desse mercado, fornecendo os dutos por
onde correm os cabos de fibra ótica. Os grandes
fabricantes de cabos Lucent, Pirelli, Alcatel
e Corning anunciam investimentos importantes
para equilibrar as contas. A Pirelli, por exemplo, duplicou
recentemente a sua capacidade de produzir cabos e fibras
óticas no Brasil. Mesmo assim, os especialistas
calculam que a demanda só vai se estabilizar
dentro de três anos.
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