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Domínio - Isso quer dizer que Bill Gates perdeu o
sono? Não é bem assim. Acredita-se que o número
de usuários do GNU/Linux ao redor do globo esteja em 20 milhões.
Estima-se, também, que existam cerca de 100 mil desenvolvedores
de software livre no mundo. Porém, mesmo com o apoio que
empresas como Sun, Dell, IBM, HP e Compaq estão dando ao
sistema, o Windows continua com domínio absoluto. Segundo
avaliação da International Data Corporation (IDC),
o Windows roda em 92% de todos os PCs vendidos em 2000. Já
a fatia do GNU/Linux está longe de incomodar a Microsoft.
Foi de 2%, apesar do crescimento de 25% sobre 1999.
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| Desenvolvedores
do Conectiva/Linux, na sede da empresa, em Curitiba: faturamento
de R$ 1,5 milhão em 1999 e crescimento a taxas de 250%
ao ano |
A situação é bem diversa quando o assunto
é a área de servidores - aqueles computadores com
grande capacidade de processamento e que alimentam uma rede de PCs.
As versões corporativas do Windows respondem por 41% do mercado
(aumentaram 20%), enquanto o GNU/Linux já está abocanhando
27% (incremento de 24%). Para Al Gillen, da IDC, os resultados da
pesquisa demonstram que o GNU/Linux não pode mais ser considerado
um modismo passageiro.
A opinião é reforçada pelos dados de outro
instituto de pesquisas, o Netcraft, que vai mais a fundo e separa
a participação de Windows e Linux por países
e também por tipo de aplicação. De acordo com
a Netcraft, que em fevereiro divulgou um levantamento feito com
28 milhões de sites, as preferências em tecnologia
variam tremendamente de país para país.
Nessa área de e-business, por sinal, o GNU/Linux já
é o sistema operacional mais usado no Japão e na Alemanha,
nas transações SSL (canal de comunicação
criptografado, bastante empregado no comércio eletrônico).
Em compensação, a companhia de Bill Gates lidera fortemente
nos países de língua inglesa, com aproximadamente
55% do mercado nos Estados Unidos e no Reino Unido.
A verdadeira ameaça, contudo, não se dá em
termos de participação de mercado. A questão
não é se o Windows e outros softwares proprietários
vão desaparecer ou não, mas sim apurar quais as conseqüências
para a indústria, tendo em vista a ascensão do modelo
que propõe a abertura do código-fonte.
Paradigma - Quando informática ainda se chamava processamento
de dados, as altas cifras do negócio estavam do lado dos
fabricantes de hardware. Naquela época, software era gratuito
e tinha o código-fonte aberto. O advento do PC - o padrão
aberto do mundo do hardware - levou à popularização
do computador. O preço caiu tremendamente, e o eixo do business
passou para os programas. Ao mesmo tempo, a Microsoft foi alçada
às alturas com seu sistema fechado, baseado no pagamento
de licença.
"Agora há uma nova mudança de paradigma",
defende Sandro Nunes Henrique, CEO da Conectiva, um dos quatro maiores
distribuidores GNU/Linux no mundo - o principal em língua
latina. Baseada em Curitiba, a empresa faturou R$ 1,5 milhão
em 1999 e vem crescendo a taxas anuais de 250%, índice que
também é a meta para 2001. "O software livre
é o PC da indústria do software." Se é
assim, para onde vai o business desta vez? A caixa do Conectiva/Linux,
por exemplo, sai por R$ 88, mas o programa pode ser baixado de graça
do site da empresa.
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