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Edição 162 - Janeiro de 2001  

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Quem vê este jovem de 31 anos, que aparenta ainda menos idade, não imagina do que ele é capaz. Com voz gentil, Rodrigo Baggio consegue mobilizar empresas como Microsoft, atrair a atenção mundial, conquistar a adesão de líderes internacionais como Enrique Iglesias, do BID, e ensinar informática a um menino de rua.
O fundador e diretor do Comitê para a Democratização da Informática conquistou reconhecimento internacional. Já foi destacado pela Time como um dos líderes que farão a diferença no terceiro milênio e recentemente esteve entre os seis líderes sociais selecionados numa campanha da CNN. Mas até chegar lá tomou muito chá de banco para pedir doações.

A dedicação às causas sociais faz parte da história de vida de Rodrigo Baggio. Aos 12 anos, ele já era voluntário em um projeto para meninos de rua no Rio de Janeiro. Foi nessa idade que ganhou seu primeiro computador. “Encontrei as duas grandes paixões da minha vida: o movimento social e a informática”, recorda.
O jovem bem-nascido carregava uma inquietação de resolver os problemas sociais. O caminho foi cursar ciências sociais. Não gostou. “Eles teorizavam muito, e eu queria prática”, conta.

Acabou cedendo aos apelos do mercado e foi trabalhar numa consultoria. Aos 21 anos, já tinha uma empresa de desenvolvimento de programas. Tinha grandes clientes, como TV Globo, e aos 24 anos morava em seu próprio apartamento, tinha um carro novo e até um barco. Mas não estava satisfeito. Foi, então, que aconteceu o sonho que mudaria a sua vida e mexeria com a de milhares de brasileiros.

Baggio criou uma BBS, que era uma espécie de pré-chat, chamada JovemLink, na qual se poderia discutir cidadania. Mas se decepcionou. Afinal, em 1994, só uma elite dispunha de computadores.

Como chegar a quem realmente precisava? Como chegar à favela? No ano seguinte, fundou a primeira escola, na favela Santa Marta, no Rio de Janeiro. “Em dois dias, mais de 300 jovens a procuraram”, conta com orgulho. Em apenas cinco anos, o projeto que nasceu de um sonho gerou 200 escolas em todo o país e até no exterior. Um trabalho que acaba exigindo muita dedicação de Baggio e uma enorme compreensão da esposa e das duas filhas. “Tenho sorte de ter uma mulher que admira meu trabalho no CDI e que me apóia”, admite.


Seja voluntário – “Para apoiar o CDI, basta ter vontade, entusiasmo e algum tempo para se dedicar”, resume o diretor Rodrigo Baggio. Não é preciso saber informática, já que a pessoa pode ajudar na administração, no acompanhamento das escolas e em diversas outras tarefas. Entre em contato com o CDI de sua região. Descubra qual, visitando o link: www.cdi.org.br e clicando em “Rede CDI”.

Doe computadores – Se você tem um computador que não usa ou vai comprar um novo, que tal doar o velho para o CDI? Só é preciso que ele esteja funcionado. E que, de preferência, seja um 486 ou Pentium, para que permita acesso à internet. Comunique-se com o CDI mais próximo e saiba como fazer sua doação chegar a quem precisa.

Invista no comitê – Faça sua doação em dinheiro para a agência 0733, conta 32526-0, do Banco Itaú, em nome do Comitê para a Democratização da Informática. Não se esqueça de avisar o CDI nacional, encaminhando um e-mail para irma@cdi.org.br, informando o seu nome, a data e o valor do depósito.


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     • http://www.cdi.org.br
     • http://www.proinfo.gov.br

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