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| Janaina Gimael, P-News |
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Vira e mexe o mercado divulga os resultados dos melhores fundos
de investimento. Geralmente, os ganhos são muito satisfatórios,
acima dos oferecidos pela poupança, a chamada "ovelha
negra" das aplicações.
Mas você sabe calcular os rendimentos reais oferecidos pelo
fundo em que aplica seu dinheiro? Na hora de verificar o ganho bruto,
o percentual é bem atraente. Mas, depois, tirando o Imposto
de Renda (IR) e as taxas administrativas, pode sobrar bem menos.
A sorte é que calcular os ganhos líquidos é
muito mais simples do que possa parecer. Do rendimento bruto obtido
pelo fundo é preciso subtrair:
- O porcentual correspondente ao Imposto de Renda (10% para os
Fundos de Renda Variável e 20% para os de Renda Fixa);
- O valor da taxa de administração, que vai para
o gestor do fundo e varia enormemente, podendo ir de menos de
1% a mais de 10%;
- As taxas de performance (que só são cobradas
esporadicamente, se o fundo atingir um rendimento maior do que
o prometido ao investidor).
"Para a pessoa física que investe em fundos, é
a renda líquida que importa", explica o consultor especialista
em fundos, Everaldo França.
"Já para o investidor institucional, uma grande empresa,
por exemplo, a rentabilidade bruta pode ser muito importante na
hora de procurar um bom gestor para contratar. Muitos já
têm mercado cativo e pintam e bordam na hora de cobrar",
afirma França.
Os fundos costumam divulgar a rentabilidade bruta, mas no valor
da cota o porcentual referente à taxa de administração
já foi extraído.
Em relação ao Imposto de Renda, França explica
que é cobrado de cada investidor diretamente das cotas.
Suponha que você comprou mil cotas de um fundo que rendeu
5%. Para simplificar, imagine que estes 5% equivalem a R$100. O
Imposto de Renda pago será subtraído deste rendimento.
Ou seja, se o fundo for de renda fixa, você terá de
pagar em IR 20% de R$100, que equivale a R$20. Este valor, entretanto,
é subtraído do número de cotas. Se cada cota
custar R$10, você terá duas cotas a menos.
Finalmente, além de todos estes cuidados para cuidar direito
do dinheiro aplicado, preste atenção nestas outras
determinações do mercado:
- O administrador deve descrever sua política de gestão,
ou seja, todas as aplicações que poderá fazer,
os parâmetros que seguirá, etc;
- Se o fundo puder ficar no vermelho, o gestor tem a obrigação
de alertar o cotista, inclusive porque, além de perder dinheiro,
poderá sobrar para ele cobrir prejuízos;
- As taxas de administração e performance devem estar
muito claras para o investidor, além dos procedimentos para
aplicação e resgate das cotas;
- Os fundos devem divulgar um extrato mensal referente às
aplicações, resgates, rentabilidade e saldo.
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