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Edição 162 - Janeiro de 2001  

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Janaina Gimael, P-News

Vira e mexe o mercado divulga os resultados dos melhores fundos de investimento. Geralmente, os ganhos são muito satisfatórios, acima dos oferecidos pela poupança, a chamada "ovelha negra" das aplicações.

Mas você sabe calcular os rendimentos reais oferecidos pelo fundo em que aplica seu dinheiro? Na hora de verificar o ganho bruto, o percentual é bem atraente. Mas, depois, tirando o Imposto de Renda (IR) e as taxas administrativas, pode sobrar bem menos.

A sorte é que calcular os ganhos líquidos é muito mais simples do que possa parecer. Do rendimento bruto obtido pelo fundo é preciso subtrair:

  • O porcentual correspondente ao Imposto de Renda (10% para os Fundos de Renda Variável e 20% para os de Renda Fixa);

  • O valor da taxa de administração, que vai para o gestor do fundo e varia enormemente, podendo ir de menos de 1% a mais de 10%;

  • As taxas de performance (que só são cobradas esporadicamente, se o fundo atingir um rendimento maior do que o prometido ao investidor).

"Para a pessoa física que investe em fundos, é a renda líquida que importa", explica o consultor especialista em fundos, Everaldo França.

"Já para o investidor institucional, uma grande empresa, por exemplo, a rentabilidade bruta pode ser muito importante na hora de procurar um bom gestor para contratar. Muitos já têm mercado cativo e pintam e bordam na hora de cobrar", afirma França.

Os fundos costumam divulgar a rentabilidade bruta, mas no valor da cota o porcentual referente à taxa de administração já foi extraído.

Em relação ao Imposto de Renda, França explica que é cobrado de cada investidor diretamente das cotas.

Suponha que você comprou mil cotas de um fundo que rendeu 5%. Para simplificar, imagine que estes 5% equivalem a R$100. O Imposto de Renda pago será subtraído deste rendimento.

Ou seja, se o fundo for de renda fixa, você terá de pagar em IR 20% de R$100, que equivale a R$20. Este valor, entretanto, é subtraído do número de cotas. Se cada cota custar R$10, você terá duas cotas a menos.

Finalmente, além de todos estes cuidados para cuidar direito do dinheiro aplicado, preste atenção nestas outras determinações do mercado:

- O administrador deve descrever sua política de gestão, ou seja, todas as aplicações que poderá fazer, os parâmetros que seguirá, etc;

- Se o fundo puder ficar no vermelho, o gestor tem a obrigação de alertar o cotista, inclusive porque, além de perder dinheiro, poderá sobrar para ele cobrir prejuízos;

- As taxas de administração e performance devem estar muito claras para o investidor, além dos procedimentos para aplicação e resgate das cotas;

- Os fundos devem divulgar um extrato mensal referente às aplicações, resgates, rentabilidade e saldo.

 

 
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