Edição nº161

Matéria de Capa
Especial
Entrevista
Wired
Minha carreira
Meu bolso

A revista
Anteriores
Expediente
Publicidade
Assinaturas
Fale conosco

Dia-a-dia do Legislativo, documentos públicos, como votam os parlamentares. Numa democracia como a norte-americana, quase nada disso está na internet. O eleitor quer saber por quê

David Corn

Envie esta página para um amigoMande sua mensagem para a revista Amanhã

Por que o Congresso norte-americano não emprega a tecnologia para se tornar mais acessível ao público? Foi a pergunta que se fez, em abril de 1999, o consultor político Philip Angell, na época coordenador de comunicações da Monsanto, multinacional de biotecnologia. Angell assistia a um telejornal quando passou a refletir sobre a natureza das sessões do Congresso: uma procissão de especialistas, advogados, gente do governo, lobistas, acadêmicos e vários representantes de cidadãos que circulam pelas comissões da Câmara e do Senado. Mesmo que algumas sessões não sejam mais que exercícios de exibicionismo, a maioria é digna de nota, particularmente aquelas envolvendo questões sobre legislação e fiscalização das agências governamentais.

Angell sabia o quanto é difícil assistir às sessões que realmente interessam – as salas das comissões não são grandes o suficiente, a maioria dos congressistas não faz o menor esforço para facilitar a vida do público e dezenas de lobistas e repórteres invadem em peso o lugar, sempre que algum assunto importante está em pauta. A TV a cabo C-Span, que trata do dia-a-dia parlamentar, transmite um número limitado de sessões. E, dentro da boa tradição burocrática, as comissões só publicam a transcrição de seus trabalhos meses depois de concluídos. Em resumo: ainda que muitas dessas atividades sejam oficialmente “públicas”, não são de fácil acesso para o cidadão. Com certeza, pensou Angell, a tecnologia poderia abrir algumas portas.

Há alguns meses, o consultor lançou o site www.hearingroom.com, que utiliza a tecnologia de reconhecimento da voz para colocar no ar, em tempo real, o áudio e a transcrição das discussões do Congresso. Em apenas 14 meses, conseguiu fazer o que o Congresso não tinha se dado ao trabalho de tentar. O negócio é promissor: Angell já estima um lucro de US$ 3 milhões somente para o primeiro ano de funcionamento do site. O preço do acesso – de US$ 1 mil a US$ 15 mil por ano – está longe de ser popular. Naturalmente, seus principais clientes são lobistas, corporações e imprensa. O cidadão comum ainda está de fora.

 


Confira notas exclusivas!

Dicas de livros

Newsletter


Edições Especiais


PR
RS
RS - INTERIOR



Copyright © Revista Amanhã
Created byConectt Marketing Interativo