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Aluysio Byrro

Diretor-geral da Siemens Information and Communications

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No mundo inteiro, as telecomunicações móveis sem fio seguem uma fantástica rota de evolução. Várias projeções coincidem ao apontar um total de 2 bilhões de usuários em 2010, suplantando a quantidade de linhas fixas. A essa época, aproximadamente metade dos usuários de linhas móveis deverá estar assinando serviços multimídia avançados, entre eles a videocomunicação, o comércio eletrônico e os serviços baseados na localização física dos usuários e na obtenção de todo tipo de informações. Aos poucos, torna-se evidente que, ao final da década, teremos concretizado o antigo sonho da construção da infra-estrutura global da informação, base para um novo patamar de desenvolvimento econômico e de bem-estar social da humanidade.

OS GANHOS DE EFICIÊNCIA BENEFICIARÃO O USUÁRIO COM PREÇOS BAIXOS E INCREMENTO DA QUALIDADE. NADA MAIS JUSTO PARA QUEM ESPEROU TANTO TEMPO

Tomando-se como ponto de referência os 635 milhões de terminais móveis hoje existentes no mundo – destacando-se 245 milhões na Europa, 200 milhões na região Ásia-Pacífico e 110 milhões na América do Norte –, muitas são as razões para o otimismo ante o futuro. A primeira delas, sem dúvida, tem a ver com o fato de que a comunicação móvel pessoal é mais natural para o ser humano do que a comunicação fixa. Mas não menos importantes são os aspectos de regulamentação.

A criação, nos Estados Unidos, do duopólio celular durante a década de 80, em substituição ao monopólio estatal, acabou fazendo com que, em poucos anos, florescessem as redes móveis. Enquanto isso, a maioria dos países desenvolvidos aprimorou o modelo inicial do duopólio celular, contando hoje com quatro a seis operadoras móveis que disponibilizam o serviço de comunicação pessoal de voz, definido como de segunda geração.

Para o provimento de serviços móveis de terceira geração, que levará ao usuário os serviços de multimídia móveis de alta velocidade, deverão ser licenciadas de três a seis operadoras adicionais em cada país. O pioneirismo fica por conta de países como a Finlândia, o Japão, o Reino Unido, a Alemanha e a Espanha, entre outros, que já licenciaram as respectivas operadoras e deverão iniciar suas operações entre 2001 e 2002. A progressão dos licenciamentos até meados do próximo ano aponta para mais de 100 licenças nacionais na Europa e na região Ásia-Pacífico. Em 2005, centenas de licenças da terceira geração global terão sido concedidas nessas regiões. Nos Estados Unidos, o tema ainda se encontra em discussão, por depender de alocação de espectro de freqüências pelas autoridades.

E o Brasil? Felizmente, as perspectivas de desenvolvimento local são fantásticas, projetando-se a existência de 60 milhões de usuários móveis em 2005. O arranque para tal crescimento foi proporcionado pela Anatel, que substituiu o monopólio estatal pelo duopólio celular das bandas A e B. Mal nos lembramos dos primórdios do serviço celular no Brasil, quando uma linha chegou a custar R$ 20 mil. Contamos atualmente com uma base de quase 20 milhões de usuários, em acelerado ritmo de crescimento. A competição deverá aumentar ainda mais com o licenciamento de três empresas por região, que serão as operadoras do Serviço Móvel Pessoal (SMP) das bandas C, D e E. Suas operações deverão se iniciar em meados de 2001. Nesse novo cenário hipercompetitivo, a sobrevivência das operadoras e dos fabricantes ficará inegavelmente mais difícil, mas os ganhos em eficiência e modernidade beneficiarão o usuário brasileiro com preços mais baixos e aumento da qualidade de serviço. Nada mais justo para quem esperou tanto tempo.

Ainda em 2001, após o licenciamento das operadoras de segunda geração do SMP, poderemos assistir ao início da discussão das bases para o licenciamento de operadoras de terceira geração. Vale lembrar que, no continente sul-americano, a Venezuela já deu os seus primeiros passos. Todo esse cenário tenderá a se desdobrar em centenas de outros componentes, formando um caleidoscópio nem sempre fácil de se analisar. De qualquer modo, a Siemens apóia os passos que a Anatel está dando no sentido de alinhar o país com as grandes tendências mundiais.

Por essa razão, já a partir de 2001, a empresa traduzirá a confiança em significativos investimentos no país. Deverá oferecer ao usuário os aparelhos celulares e os produtos de infra-estrutura que disponibiliza simultaneamente nos mercados globais. Espera, com isso, oferecer uma contribuição importante na modernização e na evolução dos serviços móveis da infra-estrutura de telecomunicações do Brasil.

 


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