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Um "caso de amor" de longo
prazo é o caminho para o sucesso das marcas, garante o publicitário
Kevin Roberts
Alam M. Weber*

  
Não faz muitos anos, a ortodoxia da propaganda prescrevia
que as marcas eram tudo. Esse princípio está
sendo virado pelo avesso. A crescente competição
global, a proliferação da oferta de produtos
e a multiplicação de websites claramente premia
as companhias que conseguem criar marcas reconhecidas. Kevin
Roberts, diretor executivo mundial da Saatchi & Saatchi
PLC, diz que as "marcas registradas" pertencem ao
passado. No futuro, as empresas deverão estabelecer
produtos e serviços como marcas de confiança
para em seguida distinguí-los como marcas de paixão.
A transformação das marcas, segundo Roberts,
requer uma nova mentalidade. Não apenas quanto a marcas,
propaganda e marketing mas também em termos de liderança,
autenticidade e conhecimento do espírito humano. O
executivo quase soa óbvio ao falar dessa virada mental.
"As maiores relações são construídas
no amor", diz ele. "Eu ainda amo cada marca com
que trabalhei". Esse apaixonado curriculum inclui algumas
das mais impressionantes marcas e empresas internacionais.
Gillette. Pepsi-Cola, Procter & Gamble e, agora, Saatchi
& Saatchi, uma das agências de propaganda de maior
destaque no mundo. Apaixonado pela Nova Zelândia, onde
nasceu, inventou uma nova bandeira para o país: toda
preta com uma samambaia cor de prata. Para conhecer mais sobre
suas idéias, a Fast Company visitou Roberts no seu
escritório em Nova Iorque.

"O iMac é, de longe, o produto mais sensual do mercado."
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Três segundos para impressionar
"Eu trabalhei na Procter & Gamble e sempre adorei
essa empresa. Ela foi a mãe, o pai, o tio e a tia da
idéia de gestão de marca. Hoje, sucesso nada
tem a ver com nenhuma dessas duas palavras. Nada a ver com
marca, nada a ver com gestão. Nós já
saltamos de gerência para liderança e estamos
a ponto de ir mais adiante, da liderança à inspiração.
No século 21, as organizações terão
que atingir excelência de desempenho, libertando o poder
de sua própria gente, não tentando liderá-los,
não tentando gerenciá-los, mas inspirá-los.
Voltemos no tempo. Primeiro tínhamos produtos, o que
vai bem com a idéia de gerência. Depois, introduzimos
marcas comerciais e algumas se tornaram grandes, o que equivale
à idéia de liderança. Agora, temos de
ir além: das grandes marcas para as marcas de confiança.
Por quê? Porque as pessoas hoje são cínicas,
requintadas e seletivas. Você tem uma marca famosa?
Não estou nem aí. Você tem três
segundos para me impressionar, para conectar comigo, para
fazer que eu me apaixone pelo seu produto."
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