Edição nº159

Matéria de Capa
Especial
Educação
Perspectivas
Wired
Minha carreira
Meu bolso

A revista
Anteriores
Expediente
Publicidade
Assinaturas
Fale conosco

Liberdade para aprender – No Colégio Sidarta, não existe grade de horários com as aulas de cada disciplina. O aprendizado acontece por meio de projetos temáticos, nos quais as matérias – da pré-escola à 6ª série – são inseridas. Um exemplo é o projeto batizado de Elos, cujo mote é a Olimpíada de Sydney. Cada aluno se engaja em um grupo para produzir trabalhos inspirados no tema. Pesquisando sobre países e bandeiras, aprende-se História e Geografia. Estudando uma modalidade como arremesso de peso, toma-se contato com a Matemática. “Nesse processo, o aluno conhece tudo o que precisa, de uma maneira, no mínimo, bem mais divertida”, conta a coordenadora tecnológica do Sidarta, Cláudia Vanessa Quaiotti.

Os professores são orientados a usar ao máximo as ferramentas tecnológicas, que, ao contrário da maioria dos colégios, não ficam em um laboratório, mas na própria sala de aula. Os alunos buscam informações na rede mundial para incrementar seus trabalhos, apresentados ao professor usando ferramentas como o programa Power Point, da Microsoft. “Outro dia, um aluno estava superanimado porque descobriu sozinho como exportar um gráfico do Excel para o Word, em uma pesquisa que estava fazendo”, orgulha-se Claudia, referindo-se à planilha eletrônica e ao processador de textos, também da Microsoft.

Mas essa facilidade de acesso à tecnologia exige cuidados especiais. Cláudia lembra que existem alunos que, se depender delas, não saem da frente do computador. Por isso, o currículo é complementado por atividades esportivas, aulas de música e até de chinês, que, segundo pedagogos, é ótimo para estimular o lado direito do cérebro, encarregado dos processos intuitivos. “Em comparação com alunos de outros colégios onde dei aula, essas crianças são mais críticas, têm mais autonomia em relação ao conhecimento, sabem negociar e têm mais desenvoltura e criatividade”, destaca a coordenadora.
Apesar de não ter como objetivo gerar lucros, a mensalidade do Sidarta é para poucos: R$ 990 mensais. Na ponta do lápis, pode ser compensador para uma família de classe média, já que o regime é integral (das 8h às 18h), e todo material didático, refeições, eventos e passeios estão incluídos. Os alunos têm, por exemplo, aulas de inglês todos os dias.

País de contrastes – Experiências educacionais como a do Sidarta contrastam drasticamente com o panorama da maioria das escolas brasileiras, em que ainda há casos de falta de carteiras, quadros-negros e professores qualificados. Segundo um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 25% dos estabelecimentos de ensino não possuem sequer banheiro, nem mesa para o professor. E 27% não recebem água. Outra pesquisa sobre ensino fundamental, do sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, encomendada pelo Fundo de Fortalecimento da Escola do Ministério da Educação (Fundescola), aponta que apenas 4,6% das 54 mil salas de aula que fizeram parte da amostra possuem dicionário e menos de 1% delas tem exemplares da Constituição. O levantamento foi feito nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e detectou também que 25% dos quadros-negros não estavam em boas condições, 61,8% das salas não tinham mesas em estado aceitável e 30% das escolas funcionavam sem sanitários adequados.

Envie esta página para um amigoMande sua mensagem para a revista Amanhã



Confira notas exclusivas!

Dicas de livros

Newsletter


Edições Especiais


PR
RS
RS - INTERIOR



Copyright © Revista Amanhã
Created byConectt Marketing Interativo