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Dulce
Magalhães*

  
Você já esteve onde Judas
perdeu as botas, aquele lugar que fica longe de tudo,
pra lá de Bagdá, muito além de Marrakesh?
Você sabe do que a gente está falando, os
cafundós do Judas (olha ele aí de novo,
geeente). Pois é, a novidade é que esse lugar
não existe mais.
É claro que há regiões menos desenvolvidas,
que permanecem as dificuldades culturais e econômicas
de povos e países inteiros. Entretanto, em qualquer
lugar para onde vamos, podemos usar todas as facilidades dos
instrumentos de comunicação, diminuindo, assim,
o tamanho do planeta.
Da savana africana ao sertão nordestino,
da Antártica à Groenlândia, tem gente
conectada, em sintonia com o mundo. No Brasil, cidades com
menos de 20 anos como no sul do Pará, norte
do Mato Grosso e no Tocantins ainda têm carências
intensas, dificuldades de transporte, de estrutura social,
falta de escolas, hospitais etc. Porém, os moradores
dessas cidades estão com a janela da TV aberta para
o mundo, com a internet plugada, fazendo amizades ao redor
do globo. É, o fim do mundo acabou.
Se não há mais fim do mundo,
se tudo está próximo, conectado, então
não há mais espaço para amadores. É
preciso atuar num padrão global de desempenho, que
possa servir para qualquer lugar, de Nova Iorque à
Floresta Amazônica.
Agora, temos de lidar de uma nova maneira
com o contexto ao nosso redor. Substituir as lamúrias
por projetos e as justificativas por soluções.
A questão que se coloca à nossa frente é
a diferença entre o padrão de competência
que possuímos e o nível exigido pelo mercado.
Nenhum de nós deseja serviços
ou produtos de baixa qualidade. Mas não aceitamos nada
abaixo do excelente. Ou seja, há pessoas que vão
sobrevivendo no mercado por serem boas, porém os mais
bem-sucedidos oferecem a excelência.
E como podemos atuar nesse patamar? Três
fatores são determinantes para esse desempenho: projeto
de vida, plano de carreira e antenas ligadas com o novo.
Projeto de vida Onde você
quer viver, com que pessoas, quais as questões mais
importantes na sua vida, o que é fundamental para você?
Essas perguntas são básicas, mas é de
espantar a quantidade de pessoas que não sabem as respostas.
O maior desperdício de vida que podemos conhecer é
o do indivíduo que reza pela chegada das seis da tarde
para se livrar logo da tortura daquele dia de
trabalho. Isso significa que ele está torcendo para
passar um tempo essencial de sua existência. É
preciso definir o que esperamos de melhor em nossa vida, para
que nosso projeto possa acontecer.
Plano de carreira Identificar
seus talentos, descobrir suas habilidades, desenvolver idéias,
projetos, estar afinado com seus propósitos. Esse é
o contexto de um planejamento eficaz de carreira. A excelência
é menos um esforço e mais uma habilidade posta
em prática. Normalmente, as pessoas mais bem-sucedidas
são aquelas que fazem o que mais gostam, de forma aprofundada
e em permanente desenvolvimento.
Antenas ligadas com o novo O
fato de termos tomado decisões não significa
que elas não possam ser alteradas. Ao contrário,
ter flexibilidade para mudar sempre que você se depara
com uma nova demanda estabelece uma vantagem competitiva importante
em termos de vida e carreira. Mudar não é uma
alternativa, é um método para permanecer no
caminho de sucesso que almejamos.
Quando não há mais lugar onde
a gente possa se esconder das demandas, a solução
é ocupar um lugar de destaque e fazer valer a premissa
básica do sucesso, que é ser profundamente feliz.
E felicidade é um conceito que varia de pessoa para
pessoa, mas, normalmente, exibe a mesma fórmula de
equilíbrio entre o pessoal, o familiar, o profissional
e o social. Se não há mais fim do mundo onde
nos abrigar do furacão do progresso constante, ou estamos
dentro dele ou, definitivamente, fora.

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