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Grandes
parques de diversões investem milhões de dólares para
criar universos fantásticos – e cada vez mais interativos.
Inspiradas nessa mania, megacorporações mundiais como
a Volkswagen montam os seus próprios ambientes temáticos.
Vender também pode ser um espetáculo
  
A
vida é mais que uma simples montanha-russa.
Essa
é uma das frases de efeito dos anúncios
da Disney World que, agora, está sendo largamente
apregoada no mundo todo. A vida é ou
pode vir a ser um universo fantástico
que os magos da tecnologia, da engenharia e do design
tornam possível. Considerando que os parques
de diversões norte-americanos atendem a cerca
de 300 milhões de pessoas por ano e lucram
algo em torno de US$ 9 bilhões, não
é de se admirar que ambientes temáticos
estejam proliferando nos Estados Unidos e, de uns
tempos para cá, penetrando em âmbitos
mais cotidianos da economia.
Já
é possível encontrar hospitais, consultórios
médicos, até revendedoras de automóveis
com ambientes temáticos, relaciona o
consultor de entretenimento Joseph Pine, que escreveu,
junto com James Gilmore, o livro The Experience Economy:
Work Is Theater and Every Business a Stage, no qual
afirma que somente bons produtos e serviços
de qualidade não são mais suficientes
para os americanos e que as transações
comerciais são, também, uma forma de
espetáculo. Nesse livro, os autores descrevem
como companhias que exploram recursos teatrais de
seus produtos e serviços têm obtido sucesso
nos Estados Unidos. Um dentista do Arizona instalou
em seu consultório um motivo indígena
elaborado pela mesma companhia que fez o centro comercial
Forum Shops, em Las Vegas, cuja decoração
simula as ruas da Roma Antiga, comenta Pine.
O shopping de Las Vegas, a nova Times Square, o consultório
desse dentista todos fazem parte de uma nova
onda tecnológica que está permeando
os mais ínfimos espaços da vida americana.
O Departamento de Polícia de Los Angeles, por
exemplo, contratou uma firma para criar um projeto
batizado de Por trás do Distintivo: A Vivência
do Departamento de Polícia de Los Angeles.
A parte central do projeto proporciona aos visitantes
um vôo sobre Los Angeles por meio
de um simulador de helicóptero e oferece a
participação no treinamento
de tiro ao qual os recrutas da polícia são
submetidos.
Cada vez mais, qualquer instituição
que queira cativar seu público precisará
competir apoiada no conceito de parque-restaurante-loja
do tipo Sony Metreon (centro de entretenimento da
Sony em San Francisco) ou DisneyQuest (parques temáticos
interativos da DisneyWorld em Orlando e Chicago).
A idéia originária do parque temático
está ampliando seus limites na direção
de usos incomuns, afirma Anthony Esparza, vice-presidente
da Paramount Parks. Esparza, que supervisionou o desenvolvimento
de Star Trek: The Experience, em Las Vegas, diz que
esse tipo de empreendimento está se expandindo
com força equivalente nos Estados Unidos e
na Europa. Penso que já exploramos ao
máximo a tecnologia disponível,
continua Esparza. Agora, estamos prontos para
um evento divisor de águas, algo como foi a
chegada da Disneylândia em 1955.

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