|

Neste
ano, empresas tradicionais deverão investir R$ 200
milhões em publicidade na internet. Enquanto isso,
as “ponto-com” reduzem as verbas para a mídia digital
Tatiana
Csordas, editora AMANHA Digital

  
Quem
passasse pelas principais avenidas de São Paulo,
há seis meses, não poderia deixar de
reparar. A maioria dos outdoors tinha algo em comum:
anunciava sites e portais de internet. A presença
da web era tão marcante que as marginais Tietê
e Pinheiros já estavam sendo apelidadas de
www.marginal e marginal.com.
No ano passado, as companhias de internet despenderam
meio bilhão de reais em publicidade off-line
no Brasil. Mas a febre baixou. Desde o abril negro,
com a queda das ações listadas na bolsa
eletrônica Nasdaq, as empresas da Nova Economia
vêm cortando as verbas destinadas à mídia.
Tanto que as previsões de que o volume de investimentos
das ponto-com em mídia tradicional
chegasse a R$ 1 bilhão já foram revistas
pela Associação de Mídia Interativa
(AMI). No máximo, as empresas virtuais vão
investir R$ 700 milhões em anúncios
não-digitais neste ano.
Em
vez de apontar o fim das ponto-com, a
revisão revela um novo fenômeno da web.
Se as empresas de internet reduzem o orçamento
dedicado à publicidade, é a economia
tradicional quem começa a despertar para as
vantagens de divulgar suas marcas via rede. Segundo
a Jupiter Communications, uma das líderes mundiais
em pesquisas sobre internet, o dinheiro para a publicidade
on-line deve mais que triplicar nos próximos
cinco anos, atingindo US$ 16,5 bilhões em 2005.
No
Brasil, os números ainda são tímidos,
mas o volume aplicado em anúncios na rede deve
mais do que dobrar neste ano. A estimativa é
de que chegue a R$ 200 milhões, ante R$ 80
milhões computados em 1999, projeta Antônio
Rosa Neto, presidente da AMI. Se hoje a internet absorve
apenas 1% do bolo publicitário do país,
daqui a cinco anos vai atrair 25% das verbas, projeta
Cláudio Ferreira, diretor da DoubleClik no
Brasil.

|