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Macroeconomia


ZDNet*

  
Steve
Ballmer é o braço direito de Bill Gates. Em 1994,
quando o co-fundador e presidente da Microsoft Corp.
(Nasdaq: MSFT) casou-se com Melinda French, Ballmer
era seu homem de confiança.
Em
janeiro, Gates passou o cargo de diretor executivo
para Ballmer. Agora que a Microsoft comemora seus
25 anos, seu presidente e diretor executivo de 44
anos se concentra no futuro.
Nesta
entrevista exclusiva com Charles Cooper, editor executivo
sênior de notícias da ZDNet, Ballmer faz um retrospecto
da Microsoft, desde o advento do microprocessador,
passando pelo divórcio da IBM, até o caso antitruste
junto ao Departamento de Justiça americano. Diz, inclusive,
o que a companhia espera com o lançamento do Microsoft
.Net.
ZDNet:
Qual foi o evento mais crítico na formação da
Microsoft durante seus 25 anos de existência?
Ballmer:
O advento do microprocessador, que fez do computador
uma realidade, sem a menor dúvida, foi um evento crítico.
"Acreditamos que as pessoas compreendem os fantásticos
benefícios econômicos e sociais criados pela indústria
da computação e o nível de concorrência existente
dentro da indústria em que trabalhamos. Poderíamos
haver informado melhor o público sobre tudo isso".
Foi
isso que inspirou os co-fundadores da Microsoft Bill
Gates e Paul Allen a programar software, transformando
o que antes era um brinquedo, em uma incrível ferramenta
de produtividade. Este fato mudou drasticamente o
modo de viver e de trabalhar das pessoas.
Nossa
decisão de desenvolver software para uma interface
gráfica com o usuário e a aceitação da Internet também
tiveram grande impacto. Quando faço um retrospecto
sobre tudo que fizemos durante os últimos 25 anos,
vejo uma indústria que ainda está, digamos assim,
engatinhando, com enorme potencial e oportunidades
pela frente.
Ainda
há muito a fazer para que os computadores e dispositivos
sejam mais úteis, mais fáceis de usar e mais personalizados.
Olhando para frente, nosso evento mais crítico será
a criação da próxima geração de software, Microsoft
.Net, que combinará o que há de melhor em aplicativos
tradicionais, serviços de Web e uma vasta linha de
dispositivos inteligentes.
ZDNet:
O que considera ter sido a maior conquista da Microsoft
dos últimos 25 anos?
Ballmer:
A criação de grandes programas de software. Essa
é e sempre foi nossa missão. A combinação de nossos
talentosos programadores e excelentes parcerias com
dezenas de milhares de companhias que estão de acordo
com nossa visão sobre uma tecnologia poderosa e acessível
nos permite oferecer o poder da computação e da Internet
a centenas de milhões de pessoas em todo o mundo.
ZDNet:
Por outro lado, o que acredita haver sido o maior
fracasso da companhia?
Ballmer:
Não penso em termos de fracasso. Sucesso ou não, tudo
que fizemos, tem sido um aprendizado e algo com o
quê a companhia se beneficiou. Essa é uma das grandes
qualidades da Microsoft. Aqui as pessoas não são punidas
por tentar inovar.
ZDNet:
Que impacto o divórcio da IBM (NYSE: IBM) exerce
sobre futuro da Microsoft?
Ballmer:
Quando percebemos que não era possível trabalhar
junto com a IBM no OS/2, e continuar desenvolvendo
o Windows ao mesmo tempo, tomamos caminhos diferentes.
No final, os consumidores optaram pelo Windows, então
foi bom para a Microsoft. A IBM também já vendeu muitos
computadores com o Windows instalado. De fato, concorremos
em muitas áreas, mas a IBM também tem sido um de nossos
melhores clientes por muitos anos e esperamos continuar
trabalhando juntos, mesmo competindo em algumas áreas.
ZDNet:
Por que a Microsoft relutou em reconhecer o potencial
e o desafio potencial apresentado pela Internet?
Ballmer:
Sei que escreveram histórias sobre o começo da Internet,
sugerindo que pegamos o bonde andando. Vejo com que
rapidez inserimos tecnologias de Internet em praticamente
todos nossos produtos. Vejo o fantástico crescimento
e popularidade da MSN. Observo nossos esforços para
absorver o potencial de Internet da Próxima Geração
com a estratégia Microsoft.Net. Com tudo isso, sinto-me
bem ao perceber como absorvemos o potencial da Internet.
ZDNet:
Qual foi a maior surpresa sobre o desenvolvimento
da indústria da computação?
Ballmer:
Sempre sentimos que o computador pessoal possuía um
potencial estupendo, realmente mudou nossa maneira
de viver. Fez com que nos tornássemos mais produtivos
no trabalho, proporcionou novas formas de comunicação
e tornou possível uma indústria de comércio eletrônico
completamente nova.
É
a mola propulsora da economia americana. Porém, ainda
há muito a se fazer. No momento, dispositivos e informação
na Internet vivem em ilhas isoladas que não têm como
se comunicar de forma significativa. Com o Microsoft.Net,
estamos investindo no potencial de uma rede de serviços
e recursos interconectados que beneficiará consumidores,
desenvolvedores e negócios.
ZDNet:
Depois da reviravolta, envolvendo o caso de antitruste
da Microsoft, já chegou a conclusão sobre o papel
do governo e das companhias de alta tecnologia?
Ballmer:
Como qualquer indústria em rápido desenvolvimento,
é natural que o governo tenha interesse no seu crescimento
e desenvolvimento. É lógico que existem muitas políticas
de âmbito público que estão surgindo: a barreira digital,
privacidade, proteção de propriedade intelectual,
questões sobre impostos, treinamento, o uso da tecnologia
na educação. Queremos discutir essas questões em conjunto
com outros dentro de nossa indústria e do governo.
É óbvio que quanto maior a disposição de nossa indústria
para discutir esses assuntos, menor a necessidade
de envolvimento do governo.
ZDNet:
Se a Microsoft não existisse, onde Steve Ballmer
estaria trabalhando hoje?
Ballmer:
Certamente, em outra indústria à frente de transformações.
O que mais gosto no meu trabalho é poder ter a chance
de trabalhar com pessoas excelentes e melhorar o mundo
com os produtos que vendemos.
Por
Charles Cooper, ZDNet News
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