Edição nº158

Matéria de Capa
Wired
Entrevista
Internet
Minha Carreira
Meu Bolso
As 5 melhores:
A revista
Anteriores
Expediente
Publicidade
Assinaturas
Fale conosco

O fair trade não seria uma tentativa de os mercados internacionais protegerem sua própria produção?
Esse é o argumento asiático. Quando surgiu o conceito de fair trade,
veio uma forte crítica dos países emergentes da Ásia. Os primeiros produtos vendidos com o selo vieram de países de Terceiro Mundo, da América Central e da Ásia. Eram o cacau, o café, a banana, vendidos para o mercado internacional. Nós estamos mais interessados no mercado brasileiro. Mas também não vejo como o mercado internacional possa barrar os produtos de fair trade do Brasil.

"Deve-se considerar a violência como uma epidemia. E a arma de fogo é o vetor dessa doença. Ela se banalizou e se tornou um fator multiplicador"

Depois da avalanche provocada pelos comitês contra a fome, anos atrás, parece ter havido um refluxo na adesão dos brasileiros aos movimentos sociais. A população está desiludida?
Não houve um retrocesso. O movimento continua crescendo. O que mais se intensificou nos últimos tempos foi o terceiro setor, inclusive com a possibilidade de envolver trabalho formal, assalariado. O que falta é cultura cidadã, é a pessoa saber o caminho das pedras e fazer alguma coisa com a sua boa vontade. Tem muita gente querendo ser voluntária, mas não sabe como se organizar. Falta informação. E há um excesso de desilusões com os contínuos problemas sociais. O terceiro setor mudou a forma de se pensar a questão pública. Antes, ela era vista apenas como problema do Estado. Agora, passa a ser responsabilidade de todos.

O Viva Rio defende a proibição do uso de armas. Mas nem todo o mundo acredita que esse tipo de medida vá diminuir a onda de criminalidade.
A arma não é a causa, é verdade, mas é o principal instrumento da violência tal como nós temos hoje. A estratégia para enfrentar esse quadro de violência claramente fora de controle é baseada em atitudes de saúde pública. Deve-se considerar a violência como uma epidemia. Uma estratégia-chave da epidemiologia é tentar controlar o vetor, o instrumento que multiplica e agrava o problema. A arma de fogo é um vetor. O uso de armas se banalizou e se tornou um fator multiplicador. Nos últimos 20 anos, houve uma forte mudança no perfil da criminalidade. O Brasil se tornou campeão mundial em uso da arma em homicídios. O índice de uso da arma de fogo é maior que em países como África do Sul e Estados Unidos. Os tabus do uso da arma de fogo foram rompidos, sobretudo nas metrópoles. Uma pesquisa indica que no Brasil a arma é uma variável importante já a partir de cidades médias, com 100 mil habitantes. E a utilização também aumentou entre jovens.

Envie esta página para um amigoMande sua mensagem para a revista Amanhã


Confira notas exclusivas!

Dicas de livros

Newsletter

Quer receber notícias exclusivas da revista Amanhã toda semana?

Edições Especiais


PR
RS
RS - INTERIOR


 


Copyright © Revista Amanhã
Created by
Conectt Marketing Interativo