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Muito mais do que a internet, a tecnologia ou
a automação presentes nessa tendência, o que muda
de maneira significativa é a mentalidade humana.
Trabalho em rede, times autogerenciados, atividades
simultâneas e visão sistêmica são atributos importantíssimos
que qualificam um novo tipo de perfil profissional
e corporativo. Se até aqui pudemos realizar atividades,
tarefas e processos de maneira excludente, escolhendo
entre isto ou aquilo, a economia digital exige
o esforço do paradoxo de viver tudo ao mesmo tempo.
Não é mais um mundo linear, as ações e seus efeitos
são simultâneos. Teremos de ir do OU para o E.
Em vez de excluir possibilidades, ser capazes
de compatibilizar competências. Os engenheiros
terão de ser bons marqueteiros, os advogados serão
educadores, os matemáticos precisarão desenvolver
uma ampla capacidade de relações interpessoais,
e assim sucessivamente. Tudo que parecia organizado
por competências estanques deverá ser fundido
numa visão holística e num comportamento de aprendizagem
permanente. As organizações também vão modificar
de forma significativa seu processo para gerar
resultados, sabendo criar um ambiente para a multiplicidade
de valores e competências humanas. Essa tendência
exige uma revisão dos paradigmas a respeito do
que é competência. Se até aqui competência estava
ligada a ser capaz de gerar resultados, vai se
tornar a capacidade de identificar novas maneiras,
em diferentes ambientes, para atender a demandas
diversas e gerar resultados. O nível de esforço
aumenta consideravelmente. E lidar com a diversidade
nem sempre é fácil. Entretanto, as oportunidades
também se ampliam na medida exata da mudança da
mentalidade da organização. E, como qualquer grande
tendência, vai decidir os que permanecem e os
que desaparecem. |

“Teremos
de revisar os paradigmas da competência”
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“Esta
vai ser a premissa na gestão de talentos”
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A discussão sobre ética vai ganhar
impacto no conjunto de resultados de uma organização.
Entretanto, a aplicação desse conceito
será muito mais abrangente do que a questão
moral envolvida, que é a única preocupação
ética com a qual nos envolvemos hoje, e
vai ganhar uma dimensão conceitual de maior
relevância. O entendimento de ética
como integração do indivíduo
com sua essência vai passar de uma imagem
retórica para ser a premissa na gestão
dos talentos humanos das organizações.
A cidadania, a missão individual dentro
do ambiente coletivo, as aspirações
sobre o futuro, a integridade do comportamento
e a integração dos valores como
família, trabalho, lazer e carreira. Todo
esse conjunto de crenças e o reflexo das
atitudes na sociedade e no mercado serão
preocupações de primeira ordem para
qualquer empreendimento que deseje se perpetuar.
O nível de estresse, a qualidade das relações
e a harmonia das atividades na produção
de resultados têm repercussões éticas
muito mais impactantes do que nossa percepção
alcança. Esse desenvolvimento será
vital para as empresas, por extrapolar as questões
de mercado e mudar de forma profunda a responsabilidade
social das corporações. |

  
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