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Para
garantir o ouro digital, empresas tradicionais ou
da Nova Economia não podem dispensar o bom e velho
planejamento
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Não
existe uma fórmula infalível para um
projeto de e-business. Mas, sem alguns ingredientes
básicos, não há projeto que vingue.
Neste roteiro, estão alguns aspectos que não
podem deixar de ser considerados tanto para quem quer
mergulhar direto no mundo on-line, quanto para executivos
de empresas tradicionais que querem vencer nesta corrida
pelo ouro digital.
A
TRANSFORMAÇÃO
A
essência do e-business é a substituição
do intermediário pelo infomediário.
Os negócios convencionais não vão
sumir, mas terão de se adaptar. Não
basta colocar o catálogo no ar nem acrescentar
ponto-com ao nome da empresa. É
preciso revisar o negócio e o conceito a fim
de definir uma estratégia de uso da internet.
Todos
os negócios estão sendo afetados pela
rede mundial. Alguns podem deixar de existir ou se
transformar, e outros inteiramente novos devem surgir.
Um dos exemplos de serviço exclusivamente virtual
são os leilões reversos, onde a pessoa
diz o preço máximo que pode pagar e
os fornecedores tentam oferecer um produto ou serviço
por um valor compatível.
Agora
é o consumidor quem detém o poder. As
empresas conhecem melhor o cliente, mas enfrentam
o desafio de satisfazê-lo cada vez mais. Uma
tarefa árdua, já que esse cliente está
mais exigente e dispõe de tecnologia suficiente
para comparar preços e buscar novos fornecedores
de produtos customizados.
A
internet não vai revogar a lei de mercado.
Os princípios são os mesmos: se o produto
não tem consumidores dispostos a pagar pelo
seu valor agregado, não há negócio
sustentável.
A
web é o ambiente dos nichos. Se há um
mercado com muitos fornecedores, a oportunidade pode
estar do outrolado. Invista em um negócio em
que você ainda possa ser líder.
O
VALOR DAS IDÉIAS
A
inovação é a chave para o nascimento
de uma empresa digital. Muitos desejos ainda poderão
encontrar um produto ou serviço substituto,
similar ou mais barato na internet. Ainda
existem oportunidades inexploradas. Imagine o seu
dia-a-dia e tente fazer tudo pela web. Todos os serviços
ainda não disponíveis revelam oportunidades.
Mas não se iluda, uma empresa ponto-com
viável segue o mesmo princípio de uma
tradicional: receitas maiores que despesas.
A
idéia realmente ganha valor quando encontra
um empreendedor ou uma equipe que acredita
nela. Antes de qualquer investidor, quem deve apostar
no projeto são seus autores.
No
Brasil, não há como patentear idéias
para sites. Isso não significa que a propriedade
intelectual do negócio on-line não exista.
Assim, o conteúdo (texto, fotos, música,
base de dados etc.), desde que original e criativo,
pode ser protegido com base na Lei dos Direitos Autorais.
O
registro dos domínios de sites brasileiros
é realizado pela Fapesp (http://registro.br).
Nem sempre é possível que a marca tradicional
seja também a on-line. A atribuição
se dá por ordem de pedido ganha quem
chegar primeiro. Embora sem a garantia da lei, as
marcas tradicionais já registradas acabam tendo
prioridade sobre as digitais. Pelo menos, essa é
uma tendência que vem se confirmando nas decisões
judiciais.
BUSINESS
PLAN
Para
vender sua idéia, é bom ter um projeto
bem-estruturado. O Plano de Negócios (Business
Plan) deve ser claro. Deve transmitir como a idéia
será viabilizada e como os objetivos serão
alcançados. Ele é necessário
tanto para que a unidade web da empresa
tradicional possa mensurar resultados, quanto para
aquela que já ingressa diretamente no mundo
virtual.
Existem
vários modelos de planos de negócios.
O mais apropriado é o que consegue expor de
modo conciso e concatenado a estratégia e as
ações táticas. Mostrar um piloto
do site também é uma boa forma de tornar
o business plan mais objetivo e atraente.
O
capítulo das demonstrações financeiras
não deve deixar dúvidas sobre receitas,
despesas e fluxo de caixa enfim, quais serão
os resultados e de onde eles virão.
QUEM
PAGA A CONTA
Nunca
houve tanto capital para investimentos na internet.
Mas a palavra-chave para o investidor de risco é
velocidade. Como a maioria dos negócios não
necessita de muito capital para começar, os
investidores querem ser os primeiros a alcançar
as oportunidades.
A
análise de mercado é muito valorizada.
Normalmente, o risco só é aceito pelo
investidor quando a expectativa de ganho é
alta.
Os
investidores querem liquidez, isto é, poder
sair do negócio a qualquer momento.
Deve-se
estar atento ao conteúdo e ao planejamento
econômico-financeiro de médio e longo
prazos.
COMO
FAÇO MARKETING?
Se
a TV é promocional e os impressos são
informativos, a internet é a mídia do
relacionamento. Somente ela pode transacionar on-line
com o cliente, e isso deve ser potencializado.
O
foco do site deve estar no produto, no conteúdo,
na tecnologia, na eficiência e na segurança.
Somente depois que todos esses aspectos forem considerados
e desenvolvidos é que se deve buscar o apoio
da publicidade.
É
indispensável que sempre se aproveitem as características
da internet como veículo interativo.
AS
ALIANÇAS ESTRATÉGICAS
A
rede mundial é o ambiente das parcerias. São
elas que permitem que as companhias preservem a vantagem
de serem as líderes em um segmento.
Em
princípio, o melhor parceiro é aquele
que atua no mesmo setor de negócios que o seu.
Considere seriamente como você e seu competidor
podem se beneficiar com uma aliança.
Antes
de fechar a parceria, é preciso estar alerta:
há armadilhas que são idênticas
na Nova e na Velha Economia. Nem todo contrato é
idôneo. Tome cuidado antes de assinar um contrato
de sua empresa virtual.

*Colaboraram as empresas que formam o E-businessForum
(Silveiro Advogados Associados, CRP – Companhia Riograndense
de Participações, HG Partners, Fischer América Sul,
KG2 Consulting e Conectt Marketing Interativo). Leia
mais sobre o assunto em www.ebusinessforum.com.br.
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