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O
mundo, desde o Big Bang, nunca interrompeu seu movimento.
É um fluxo contínuo de expansão
e retração. Não há nada
parado no universo. Assim também é conosco.
Não podemos ficar estagnados em uma situação,
uma idéia ou um método, senão
corremos o risco de sermos atropelados pelo movimento
da mudança.
Num
mundo em constante tranformação, ou
você está indo em frente, ou está
ficando para trás. Mesmo que seja nosso desejo,
não é possível ficar parado no
mesmo lugar. Imagine uma pessoa na estação
de um trem que parte para o futuro. A pessoa que ficou
parada na estação sente que está
no mesmo lugar. Entretanto, as pessoas que embarcaram
no trem vêem que a pessoa ficou para trás.
Então, você embarca no trem ou fica para
trás. Se você não avança
em sua rotina não se aperfeiçoa,
não estuda, não muda hábitos
, até pode imaginar que está se
mantendo numa situação. Mas se existe
alguém, em algum lugar, que esteja se desenvolvendo,
essa pessoa será a referência e vai deixá-lo
para trás.
Não
há como escapar da mudança, ela está
em toda parte, dentro e fora de nós. E, apesar
dos nossos esforços, só há dois
papéis a ser exercidos: o de agente ou o de
vítima. Como agente de mudança, você
tem a responsabilidade de aprender a lidar com o novo,
enfrentar desafios, elaborar as soluções.
O agente de mudança não tem respostas
prontas, mas não se intimida nem esmorece para
encontrá-las. Agir, arriscar, errar, recomeçar,
esses são os verbos dos que buscam seu espaço
num mundo em movimento. Em compensação,
é o agente de mudança que aproveita
a jornada, percebe as oportunidades e cria a própria
realidade.
Como dá muito trabalho, algumas vezes nos acomodamos
no papel de vítima da mudança. Passamos
a responsabilidade dos resultados da nossa vida para
as mãos de outros e encontramos culpados para
tudo o que não alcançamos. O governo,
a família, a escola, a sociedade, enfim, tudo
serve de justificativa para os sonhos não realizados.
Encontramos vilões para projetar as angústias,
os desalentos e as frustrações.
É tão fácil ser vítima
quanto agente, é apenas uma questão
de decisão. Evidente que há fatos que
atropelam nossa existência, porém, como
afirmava Sócrates: A realidade não
é formada por fatos e sim por crenças.
E o que é uma crença? É a versão
que se dá aos fatos. Não o fato em si,
mas a forma como reagimos a ele. Ao termos essa percepção,
assumimos uma nova posição no mundo.
Na medida em que atuamos na mudança da nossa
visão de realidade, estamos escrevendo uma
história diferente para a própria existência.
E refletir que história estamos escrevendo
é muito útil. Sentir-se autor da própria
vida transfere o poder do externo (governo, família,
empresa) para o interno. O indivíduo passa
a ser um agente eficaz das mudanças do seu
dia-a-dia.
É, seguramente, muito mais fácil, frente
a algumas situações aparentemente injustas
baixos salários, discriminação,
debilidade física, ou até um simples
semáforo fechado , recolhermo-nos em
nossa posição de vítimas e considerarmos
que o mundo se volta contra nós. Mas não
importa quais sejam as situações que
se apresentem, você é capaz de encontrar
uma solução. Há sempre uma resposta
pronta em nós para todos os desafios que vivemos
hoje. O que precisamos é buscá-la com
afinco, coragem e perseverança.
Quando pensamos em problemas vividos e superados no
passado, damo-nos conta de que, naquele momento, o
problema parecia maior do que nós mesmos. Olhando
em retrospectiva, podemos perceber que, ao superar
a situação, passamos a colocar o problema
em sua verdadeira dimensão: um estágio
para um novo patamar de vida, em que nos tornamos
mais fortes, confiantes e capazes. E esse é
o objetivo dos problemas, empurrar-nos para o progresso.
Então, quando você tiver de encarar um
problema, pergunte-se: o que eu preciso aprender com
isso? Na resposta estará sua maior oportunidade
de vida.

Dulce
Magalhães é
doutoranda em
Planejamento de Carreira pela
Universidade de Columbia e sócia da
Work
Educação Empresarial
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