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Uma organização é mais
do que processos e tarefas. É uma entidade com capacidade
de transformar recursos dispersos em resultados sinérgicos.
Entretanto, o volume e o valor de seus resultados
são proporcionais à capacidade de implementação de
uma estratégia inovadora que inspira as pessoas a
irem além de seus limites.
É
preciso ter em conta que o que faz tudo "acontecer"
são as pessoas. Não a tecnologia disponível, nem o
capital, nem mesmo o potencial do mercado. Cada um
desses recursos só tem valor e traz resultados na
medida exata do domínio de conhecimentos e métodos
que os profissionais têm e do uso que fazem
disso.
E
mesmo esse conhecimento, se disperso sem sentido comum,
sem desafios claros e sem visão sistêmica, é uma capacidade
perdida para a organização. Recrutar, selecionar e
desenvolver talentos é parte importante na construção
do sucesso. Contudo, a questão decisiva é ser capaz
de fazer esses talentos interagirem, gerando novos
conhecimentos e inovadores modelos de desempenho.
"Se
a empresa não avançar, será
superada e vencida"
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Essa
capacidade de implementação estratégica é o formato
de gestão escolhido, e seu sucesso depende muito da
habilidade da organização em comunicar-se com seus
públicos interno, externo, fornecedores, parceiros,
concorrentes e comunidade. Obter informações valiosas
para o progresso do objetivo estratégico e medir o
quanto a operação está vinculada a esse objetivo só
acontece quando se trata a comunicação como um processo
de mão dupla. Quando essas informações conseguem alcançar
todos os indivíduos de uma organização, ela é moldada
e transformada, servindo de matéria-prima para a elaboração
do conhecimento.
Muitas
vezes, a empresa obtém resultados operando de forma
conservadora e limitada do ponto de vista da agregação
de conhecimento. Entretanto, seu futuro fica seriamente
comprometido, pois é fundamental o fomento do progresso.
Isso só pode ser alcançado com novas idéias, novos
métodos e investimentos em alta performance. Ou seja,
é preciso assumir riscos. Num ambiente em permanente
movimento, se a empresa não avança outra avançará
, estará fadada a ser alcançada, superada e
vencida por uma concorrência mais audaz e em permanente
mobilidade.
Nesse
contexto, flexibilidade passa a ser uma palavra-chave.
É necessário permitir o espaço para tentativas e erros.
Isso é uma maneira de criar um ambiente propício ao
florescimento e à atuação dos talentos, que, se bem
orientados por metas claras, fazem " acontecer".
Recrutar e fomentar talentos é a missão maior da alta
gestão entendendo toda empresa como um ambiente
onde é possível pensar, criar e conquistar o sucesso
coletivo.
A
verdadeira vantagem competitiva não pode ser um único
diferencial, mas um conjunto de atitudes e atividades
de excelência constantemente alimentadas por informações
pertinentes, que devem ser desenvolvidas por pessoas
com conhecimento estratégico e movidas por um senso
de missão e importância. Com espaço para crescer e
condições para agir com coragem, não é possível copiar
talentos. Mesmo que essas condições sejam suportadas
por crenças bem definidas e por uma estrutura empresarial
adequada ao desafio a que se propõe.
Esse
conjunto orquestrado estrategicamente é uma organização
que aprende (learning organization) com o próprio
processo, agregando contínuo valor às atividades que
empreende. Como é possível almejar algo fora dessa
visão? Não há nada fora disso. Num futuro não muito
distante, discutiremos como seduzir pessoas para sonhar
a missão de nossa organização. Também será investigado
o que motiva uma pessoa a aprender e quais os meios
para o desenvolvimento de suas múltiplas inteligências.
Na realidade que ainda vamos viver, as organizações
serão cada vez mais parecidas com uma escola, porém
melhores e mais produtivas. Para algumas empresas,
esse futuro já chegou. Essas são as organizações duradouras
e vitoriosas.
Dulce Magalhães é doutoranda em
Planejamento de Carreira pela
Universidade de Columbia e sócia da
Work
Educação Empresarial


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